Dourado

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 Revestido de lâminas de ouro. Enfeitado de ouro. Da cor do ouro. Brilhante. Alegre. De aparência enganosa. Designação de peixes. Segundo o dicionário da língua Pátria. Mas também significa a coloração do trigo e outros vegetais quando ocorre a maturação. Os raios do Sol. O fascínio da Lua, em especial, no seu êxtase. O olhar inebriante do amor. Lá o amor tem olhos! Os apaixonados juram de pés juntitos que o amor além da cor dourada, tem olhos próprios e vias de comunicação entre a alma e o coração. Acreditar não custa, mas acredite comedidamente. Até a escuridão pode parecer dourada, se lhe for dada esta coloração, eis que o próprio dicionário menciona: aparência enganosa.

Dourado é tudo quanto em “ouro reluz”! Pois a tempestade deitou um susto sobre todos nós, quando os fogos de boas vindas ao 2013 silenciaram. Logo no amanhecer, o dia verteu cauteloso. Silente! Depois os dourados raios do Sol se fizeram exuberantes, e o velho adágio popular, mais uma vez firmou convicção – veio a bonança.

São douradas as esperanças lançadas aos ventos que a galopito se fez menino,em todos esperam de 2013, um guri bem posto, forte, aguerrido e saudável. Esperam dele fartura, saúde e bem viver. Alguns amargam o treze! Faria ele a diferença? O treinador Zagalo, um multivencedor garante que sim! Faz a diferença – pro bem. Sejamos todos zagalos.

As cidades têm novos mandantes e neles há esperanças douradas da resolução de todos os problemas sociais. Dentre os incrédulos estamos, esses, por razões conhecidas, se filiam às correntes menos esperançosas, mas, mais convictas quanto às resoluções, embora os impostos, taxas e tributos de toda ordem sejam elevados, a questão social brasileira é muito complexa e não há solução a curto prazo! Entra João, sai Pedro, depois, vem José, que dá lugar à Joana e as inquietudes persistem. A estrutura nacional é carece de realinhamento. Quando virá? Aguardamos sentados, em pé fraquejaremos. Apenas há solução mágica nas douradas esperanças.

Uma porção de desejos em dourados são bem vindos, bem recebidos, positivamente pensados, podem render frutos, porém, lançados ou recebidos com mau agouro, não douram, nem enobrecem, falecem! Ao longo dos tempos os festejos dos nobres é algo fascinante, é o êxtase. É algo maravilhoso contemplar cenários exuberantes. Aviva e agita o imaginário, induz à participação, brilha e rebrilha na memória, inspira. Posta a cortina, resta a contracena, sem banquete, sem festa! A realidade nua. Somente os dourados da Lua.

A Deusa do passado, em busto dourado encantava e ainda encanta. As deusas de hoje, em belezas redobradas, saúdam pra vida, em seus palcos de bronze, louvam seus deuses, animam as massas, sorrisos nas praças. Junto às águas há oferendas, aos deuses lançam suas prendas, segundo as suas crenças, almejando augúrios. Haja deuses para tantos pedidos. Resta outros, sem pedidos, olhos caídos, semblante taciturno, verdades inversas. Levante teus olhos, os perfumes da noite hão se ser os amálgamas aos deserdados dos dourados vitrais.

A cortina se abriu em dourado, louvado sejam os terrenos em todas as faces, resplandeçam pedras em ouro, sementes em frutos, lamaçais em águas cristalinas, desnutridos em bem alimentados. Descrença rebrilhe em esperança dourada!