Eleições na América Latina Parte três

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E agora “palhano?” A América espanhola, Rica na subdivisão, rica em oportunidades, rica em seguimentos políticos, portentosa na produção agropastoril, extraordinária em águas, elegante na vegetação, nobre em terras, monumental em relevo, pujante em aves, “lúcida” em Sol, Lua e estrelas, majestática em luz, calor e frio, exuberante em elementos minerais, maravilhosa no firmamento, convidativa aos olhos dos apreciadores da natureza, assim também, a América portuguesa, exceto, no fracionamento! Com toda essa riqueza, o que estaria a faltar?

América, toda América estaria amaldiçoada!? A gigantesca porção de terras e águas do continente seria insuficiente para alimentar a população? População superior ao aceitável, para o tamanho do território? Solos inférteis, águas sem riqueza aquática? Ausência de frutas de origem nativa? Falta de tecnologia de produção, em todos os segmentos produtivos? Falta de mão de obra qualificada? Fúria permanente em fenômenos naturais?

Qual a relação desses quesitos com as eleições!? Sabe-se, tudo passa pelo cérebro humano, onde ocorre o processamento, sem dúvidas também advém o voto! Contudo, o senhor das urnas é apenas um dos componentes do conjunto de elementos servíveis para a satisfação dos interesses dos líderes, de qualquer ordem, na vida da sociedade, via-de-regra, ordeira, pacífica e labutadora, porém, facilmente movida para defender o “quinto interesse” de alguns, nesse interim, servindo-se da ingenuidade do contingente social, segundo as lições semeadas ao longo da humanidade.

As eleições deveriam representar a pureza, o justo! As pessoas, a beleza da mais linda flor, a alva leveza! Criaturas bentas. O voto, o resultante da associação do justo com o belo! E o eleito? Aquele que mereceu o crédito?! Ainda que descrente com o atual cenário mundial, restringimo-nos na questão brasileira, na qual, talvez, haja uma completa dissonância com os parâmetros tidos por apropriados, na relação eleição: eleição, pessoas, voto e eleito. O governante do Rio Grande é um exemplo disso! Durante a campanha, sugeriu que a questão estava apenas em: saber gerenciar! E agora?

A sociedade planetária, sem sombra de dúvidas é totalmente heterogênea! Inequivocamente, jamais será diferente e é impensável imaginar uma aproximação entre os extremos, embora a proximidade dos mesmos. No contexto, transitam inúmeros fatores, desde os mais singelos, ao tecnológico, sem desconhecer do desenvolvimento acadêmico. As manifestações de igualdade sócio/econômica, entre a população é amplamente utópica, implica dizer que deveríamos cortar a montanha ao meio e colar a parte decepada, colando-a no solo imediatamente ao lado, construindo assim um novo, seguro e igualitário espaço geográfico, por igual, uma nova sociedade humana. Ainda que possível na geografia, impossível no ser humano, em um ano, haveria novo abismo! Parte um e dois publicados nas edições de 31/10 e 07/11/2019.

 

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