Emancipação

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Ação de emancipar. Emancipar, eximir do poder paterno ou da tutoria, dar libertação. Tornar independente. Senhor de si. Segundo o Dicionário Enciclopédico Brasileiro.

Os conceitos vão mudando com o voar do tempo, porém, as consequências de determinadas ações, em especial das legislativas, pois delas advém as demais deixando marcas indeléveis no conjunto social, por vezes, quase irreparáveis, impingindo ao grande contingente da população, a vontade da minoria, ainda que de cabresto. Hoje, no campo social enfrentamos a deterioração do ser humano ante a ingestão e utilização de elementos nocivos à saúde, enquanto o “produto” disso, recai sobre os demais.

A emancipação, em seu amplo contexto pode ser aplicada nos mais diversos segmentos da humanidade, entre elas, a emancipação política. Emancipam-se as comunidades sob os argumentos de evidenciar uma estruturação mais adequada na localidade. Há razões em alguns casos, na minoria, por certo, enquanto nas outras falam mais alto os interesses pessoais. Houvesse uma justificativa mais plausível, nesse condão, o Brasil já estaria fracionado em Estados Nacionais, pelo mínimo, em seis frações. Contudo, os gestores nacionais sequer aventam essa possibilidade e ainda ameaçam com o rigor, aqueles que ousam elevar sonhos.

O caso brasileiro, na contemporaneidade, se apresente sob o prisma da perplexidade das perplexidades e nós povo, agimos igualzito ao cavalinho do padeiro, ele, inviabilizado, todavia o povo pode se livrar das viseiras! Possuímos um estranho comportamento de idolatrar aos nossos “malfeitores”, brindando-os no próximo pleito.

O emancipar tem o mesmo sentido de desamamentar, porém, há contraste enorme entre o desamamentar dos animais, por que eles ensinam aos seus a forma de prover o sustento e cada parte recebe o seu quinhão nas refeições e quando sobrevivem nas selvas, buscam o alimento aos bandos. Contudo, no caso do fracionamento político, a ração continua indo ao “coxo” mãe, enquanto ao dos desamamentados, sobra uma quererá no meio do barro.

Houve-se lamúrias de gestores de piquetes, de estâncias e também de toda a sesmaria Brasil, referindo que o pasto escasseou. O clamor dos gestores dos piquetes até seria audível, diante das circunstâncias em que se encontram, por que os produtos das colheitas vão para o celeiro maior. Viesse ele, proporcional e simetricamente distribuído ou segundo a quota parte, haveria a possibilidade de melhor alocá-lo!

A emancipação de Santo Ângelo, ao seu tempo e modo, se justificaria considerando até mesmo os meios de locomoção, entretanto, o seu fracionamento é questionável, considerando que os reflexos estão postos e devem bem sopesados neste momento, tendo em vista, as semeaduras e colheitas! Essas, à quem do apetite e das necessidades daqueles que buscam seu quinhão na partilha.

O progresso não se mede com a fita métrica, mas sim, com a evolução sócio-cultural-econômica da população, os serviços oferecidos, as disponibilidades laborais, o nível profissional de sua gente, a população carcerária, a delinquência, o contingente educacional ausente dos educandários, os serviços e complexidades na saúde, a produção primária, secundária e em especial a terceária, a oferta de cursos universitários, hoje, inclusive, o bolsa família deve ser medido.

Almejando que cidade atinja a próxima década totalmente alfabetizada, com a pobreza erradicada, com cárceres escancarados, sem carcereiro, a população com idade laborativa toda empregada, as gentes sem vícios e mazelas, fraternizando entre si e com os visitantes, reerguendo sonhos de outrora.