Enquanto a maioria trabalha – alguns articulam

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A humanidade ou desumanidade é mesmo complexa! Altamente complexa. Compreende-la, reunidos, Frued, Piaget, Vygotsky e tantos outros juntos, num mesmo consultório, seriam capazes de desvendar a mente humana?! O mais perigoso felino somente ataca quando a fome ronda-o, do contrário, não ataca, mantem-se em seu habitat, fácil a compreensão desta espécie. Os considerados inteligentes, talvez, por essa razão, realizam as expedições terrestres, marítimas, aeroespaciais, inclusive, algumas quase inexplicáveis.

A gurizada, cheia de expectativas (nem todos), demonstra avidez pelo conhecimento, nos laboratórios específicos, quando os mestres os induzem para as experiências. É o fascínio pelo novo, pelo desconhecido. É a busca do saber! Em contraponto, nesse mesmo horário, jovens da mesma idade e da mesma sociedade, estão sendo induzidos à outra realidade! Uns comportam-se como os felinos, buscam apenas a sobrevivência! Seus olhos não vislumbram as luzes futuras. Condena-los, cabe?!? Uma parcela, sobressaltada por ventos distantes, se põe a percorrer os campos desconhecidos, em searas diversas. Resta exposta a diferença entre iguais. Poderíamos afirmar: há semelhança entre desiguais!?

Dizer que entre as duas posições extremas, há outro viés, onde está inserida uma camada, distante das pontas, não se encaixa numa e noutra parcela. Em todos os casos, por razões inexplicáveis para a nossa compreensão, mas permite-nos concluir, essa despreza a teoria da sobrevivência, porém, jamais desvendará a linha do horizonte, quiçá, por desconhecer o despertar das habilidades mentais e o conjunto competências nele existente. Os teóricos e os especialistas hão de responder…

Nosso campeiro, o plantador manual, quer estancieiro da moda “véia”, ou o contemporâneo investidor agropecuário, distantes entre si, embora tão próximos, tão juntos, tão ligados, amanhando a mesma terra, fruindo do mesmo sol, do mesmo vento, da mesma lua, dos mesmos suspiros, trilham caminhos distantes entre si. Visto está que se encaixam nos retratos acima expostos. O Criador não delimitou o desenvolvimento pessoal, pelo contrário, cada qual deve ser o senhor do próprio complexo intelectual.

Na verga rural, o homem sempre lançou sementes, o labor o impele a aradura da própria sobrevivência e o crescimento é uma decorrência dessa atitude. O planejamento e estruturação faz parte do seu projeto. Sabe, perfeitamente, ser dependente das intempéries e essas são diversas, porém, vai a luta, enfrenta as adversidades, mira as nuvens, suplica por chuva e sol, adora os deuses dos seus plantares, partilha, chora em suor, sorri, vê as mãos encardidas sendo desprezadas – para um aperto de mão -. Retoma a luta, madruga, o dever o chama, não reclama, sabe, o Criador o protege. Mas ignora, que alguém possa estar de olha na sua produção. Ele sabe trabalhar, contudo, alguém pode estar articulando os seus celeiros.

Pelo Brasil, há milhões de trabalhadores exercendo as suas atividades, legando o seu suor, em favor da própria existência, o excedente, a coletividade consome. Enquanto isso, alguns algozes da sociedade, milimetricamente, arquitetam, orquestram, preparam e executam atos desalentadores contra o conjunto da sociedade. Esses despudorados, estão presentes no arquivo vivo da multidão, a qual caminha, desorientada, sem destino, sem esperança, sem herói a seguir, sem um exemplo capaz de ensejar confiança. Inexiste agremiação partidária ilesa.

Desarticular, desarmar o complexo montado na estrutura delinquente, uma bomba atômica, por certo, fruto dos laboratórios escolar/familiar, certamente, se constitui em missão “externa”, dos deuses ou do conjunto neuro/psíquico!