Espaço Vácuo No Peito, Jamais

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O espaço natural se oferece como arena as ações dos seres vivos e esses movimentam-se em consonância com as contingências. Nele tudo possui significação, inclusive, as datas! Contudo, de que valeriam as datas, não houvessem os fatos, as circunstâncias, os feitos, as gentes, os protagonistas, o espaço geográfico, os obstáculos, os motivos! Sabidamente, no lombo da história, neste espaço Cósmico, houve milhares, senão bilhares de eventos belicosos ou não, no qual, o homem foi o expoente, ora edificando obras maravilhosas, noutros, essas sendo destruídas, por desafetos.

Cá nos calcanhares da América do Sul, confins do Brasil, as ideias amarelidas na Eurásia, vieram aportar feito libertárias, na voz dos cavaleiros viandantes, para soerguer, nas colônias ibéricas, Estados independentes, primeiro, no largo hispânico, logrando êxito em sua totalidade, antes de 1.830. Enquanto no lado português os movimentos de soberania movimentaram líderes, no sentido de alcançar as mesmas conquistas obtidas pelos vizindários, todavia, sofreram fracassos. Durante o Brasil Imperial houve dezenas de movimentos de autonomia, movidos pelo pensamento libertário, frutificado nos velhos continentes.

No vácuo do espaço as ideias não encontram aramado! Assim, sonaram acordes, atiçando sentimentos de soberania, voaram livres, desembarcando nas plagas sulinas, onde o minuano espalhou-os e sendo acolhidos nos galpões, mas, principalmente, nas “casas grandes,” onde assentaram trono, firmaram arreios e estribaram sonhos, estabeleceram divisas, demarcaram fronteiras, tilintaram lanças de taquara, somaram esforços, navegaram tempestades, aliaram filhos num braço – noutro um fuzil –, fundiram metais, instituíram orquestras, melodiaram hinos, declararam independência, cerziram estandarte, elegeram presidente!

Esteados nos movimentos libertários, quando das comemorações alusivas aos traslados dos restos mortais de David Canabarro de Sant’Anna do Livramento, para o panteão derradeiro, em Porto Alegre, nasce a chama do gauchismo e das comemorações farroupilhas, na década de 1940, nesse ano de 2020, motivos alheios, inviabilizaram as comemorações setembrinas costumeiras, plantando mastros sem pavilhões, galpões vazios e um oco no tempo, contudo, jamais restará um espaço vácuo na memória sul-rio-grandense, porque em cada peito gaúcho, há um coração galopando, mais que um corcel, movendo a nação pampiana, em sentimentos!

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