Eterna vigília

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Onde as águas estão muito calmas há sinal de leito profundo! Essa máxima exige de todos reflexão profunda, principalmente, quando dita na forma seguinte: águas paradas são profundas. Vivermos no fio da faca é algo previsível. Numa população mundial em torno de sete bilhões de pessoas, os riscos de enfrentar os extremos é muito grande, logo, perigosos e turbulentos caminhos se vislumbram no horizonte. Vivemos tantas primaveras, de praga, árabe, do clima e lá vai.

De ditas primaveras nasceram frondosas e virtuosas árvores, de igual norte, sinuosas e íngremes consequências. No Egito atual, estão postas duas situações. Na Bolívia, um descendente dos nativos foi guindado ao posto maior, se tornando o maior algoz da raça. Enquanto no Equador, outro crioulo (nativo) está causando um enorme alvoroço. A situação na Venezuela se mostra aguda “Melhor sorte” se estampa em Cuba onde Fulgêncio Batista já está a merecer estátuas gigantescas. No Brasil, se tenta tapar o sol com a peneira, quando se trata de assuntos desses Estados.

Bem-vindos os defensores da liberdade quando acompanhados de ações libertárias com o fito comum, sem as temidas ambições obscuras. Perigosos os arautos, diante da defesa inconteste dos planos escusos de seu(s) chefe(s) ao(s) qual(is) presta(m) serviços, por submissos irracionais. Aos outros, os que se estribam no egocentrismo, uma preocupação ainda mais assustadora passa a circular nas veias onde verdades transpiram. A vigília constante possui o condão acautelador. Não basta se aleitar do ventre que prega a universalidade, há germes que contagiam os anjos alvos.

O joio é a erva temida do lavoureiro por disputar passo a passo, com as cultivares, os nutrientes e os espaços projetados pelo semeador, às suas cultivares, lançadas com mão de mestre, prejudicando o desenvolvimento e o pleno rendimento destas, incitando à prática de cuidados diuturnos, na esperança de salvaguardar a produção. A liberdade requer o mesmo cuidado diário, pois, se constitui em plantinha frágil diante da voracidade inconteste dos encouraçados.

Yoani Sánches, a cubana conseguiu transpor a cortina castrista, zarpando para o sonhado paraíso libertário brasileiro, onde, colheu uma das maiores lições democráticas: a vaia inconsteste de um grupo de fanáticos defensores da ditadura de Cuba. Ditadura brasileira não, em Cuba sim! Esse é o real perigo do joio na sementeira do semeador. Esses vândalos da democracia estão se procriando e perigosamente, introjetando no seio da sociedade seus ideais de stalinistas. Disse ela, ah, pudesse ver em Cuba ditas manifestações! Está posto, aos eternos apaixonados por Castros, a anti-democracia é lá e lutas por democracia contra Fulgêncio ocorreram havia décadas!

A democracia permite essas manifestações contrárias a tudo e a todos, mas, em contrapartida exige a mesma postura com outrem: dada a mesma oportunidade de expressar seus sentimentos e as suas verdades, através das mesmas vias e meios, visando dar luz ao contraditório. Inviabilizar a verbalização e o lançamento de livros, qual fizeram os baderneiros, contra Yoani, significam a imposição da ditadura grupal, no caso, defensores da eterna ditadura da ilha caribenha. Manifestar-se contra um regime autoritário anterior, pretender a condenação dos seus agentes, sem respeitar os direitos dos outros, são falácias. A democracia representa um bem precioso que exige e merece eterna vigília.