Firmando arreios

0
177

Montar é ato antigo! Arreios vieram depois…. Primeiro o homem montou em pelo, para depois fabricar seus aperos pra montaria, isso em decorrências das necessidades antepostas, para as lides cotidianas. Embora, por longo tempo se firmou convicção e outros continuam na senda, de que o cavalo teria se originado no continente europeu e asiático. Estudos comprovam a sua presença na atual América do Norte, a mais cinquenta milhões de anos, segunda a literatura existente, dando ciência do desenvolvimento do gado equino, concluindo-se, que em torno de três milhões anos, o cavalo já possuía cascos, nos moldes atuais. Portanto, a mutação ocorreu, tal e qual, com os humanos, houve um processo que o levou ao estágio atual, em todos os sentidos.

Bastante instigante é a questão de muitos historiadores, manter a convicção de que o cavalo foi introduzido na América do Sul, através do Jesuítas, o que não pode ser negado, todavia, as mesmas fontes apresentam desenhos, pinturas e gravuras, demonstrando a destreza e desenvoltura das nações minuanas, charruas e outras, com o cavalo! Os mesmos estudiosos estão assoberbados de razões quando mencionam que os Jesuítas, trabalharam com os guarani!!!

Sugerem ainda, a hipótese da inserção de alguns remanescentes dessas nações, ter sido incorporadas em algumas reduções do período índio-jesuítico, Eis aí um assunto palpitante!

Admitindo que os Jesuítas houvessem introduzido o cavalo na América sulina, a partir de 1500, ainda, se diz, que pouco ou nada tiveram de relações com as ditas agremiações humanas dos Minuanos e Charruas, e, sendo eles, segundo as gravuras, exímios cavaleiros e montados, excelente pelejadores, verdadeiramente destros na caça, sobre o lombo dos equinos e em pelo, como explicar essa lacuna, verdadeiro vácuo estabelecido?! Isso, no início do processo de evangelização ou redução dos nativos, em suas próprias terras, seus domínios, suas crenças e modo de vida! Eis mais um dos pontos dessa colcha de retalhos, para ser recerzido!

Ao longo dos tempos, o homem serviu-se do cavalo para encurtar distâncias, guerrear, alcançar objetivos, reparar manadas, laçar para curar, apartar, reunir gados, repontar tropas, passear, namorar, romper madrugadas com a namorada na garupa, tilintar espadas e enfrentar canhões, conduzir princesas, rainhas, reis, quer em carruagens da realeza, também, de feridos em padiolas. Verdade, por igual, tombou ante as forças adversárias, conduziu aos embates, retornou com heróis (isso, havendo heroísmo, na morte de semelhantes). Homem e cavalo, cavalo e homem formam uma dupla inseparável, ambos se reconhecem, se merecem e se respeitam.

Firmando arreios, pode ter conotação distante da relação homem cavalo, basta dar-lhe sentido em: o eleito firmou arreios nos votos recebidos! Aquele, firmou arreios nos conhecimentos obtidos nos esforços acadêmicos. Contudo, voltando ao lombo do amigo, há um rol de peças de aperos necessários para montar com certo conforto (havendo conforto na dura lida de campo, de sol a pino ou gemer do minuano), essas, possuem algumas premissas e em tempos contemporâneos, o verdadeiro campeiro, primeiro pensa no seu amigo, evita causar-lhe desconforto e lesões. Há sim, quem ousa macular essa relação, contudo, mencionamos, verdadeiro campeiro!

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here