Haveria Clima Para Pensar

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Enquanto estamos vivendo um tempo novo, de causar estranheza, em virtude das situações de saúde, o qual precisa ser compreendido, embora, entende-lo seja uma situação bem mais difícil, dificílima, talvez seja o termo adequado, todos nós, “presos” entre aramados da sorte, recolhidos aos refúgios para os quais tentávamos retornar diuturnamente, ao final das jornadas de trabalho, depois do entretenimento, das festas sociais, do esporte, das históricas pescarias, do saudar o sol nascente ou dourar com os últimos raios do dia, num até breve.

Esse recolhimento em razões das normas estatuídas pelas autoridades, as quais, tentam dosar as atividades humanas, limitar ações, delimitar espaços, coordenar ações, deliberar sobre labores, estabelecer limites, assessorar as relações socais, liberar, frear, flexibilizar a mobilidade da massa humana nos distritos, cidades, capitais, nomeando agentes, inclusive, forças policiais, tudo no afã de evitar possível perca de controle e a falta de espaços adequados para atendimento clínico, em eventual surto massivo repentino, deixa a população em alvoroço. Ainda que dessabem ser ou não a melhor maneira, somente no futuro ter-se-á uma meia-verdade, mas certeira!

Ambos os lados são compreensíveis, os gestores públicos tentando manter a cautela da vigilância na saúde pública, encargo do administrador, aliado ao grupo técnico dos lidadores na saúde, em todos os níveis, além dos agentes fiscalizadores dessas normas traçadas e estabelecidas, por vezes, antipáticas, contudo, no entender do grupo regente, necessários e acauteladores, no outro viés, a população reclusa começando a sentir as consequências do encarceramento, passando a viver situações inquietantes e de irritabilidade, com a perda do autocontrole.

O momento poderia oferecer alternativas para repensarmos sobre nossas origens, nossas atividades econômicas, sociais, culturais, tecnológicas, até mesmo modelos de famílias. Nesse diapasão, perquirir, para onde pretendemos ir, quais os meios e possibilidades de atingir as metas, a forma de chegarmos aos objetivos, quais as forças e os alcances dessas, no sentido de atingi-las, passando, necessariamente, pelas reflexões e a perenidade dessas, a sua utilidade no amanhã, todavia, todas essas reflexões, embora todo o tempo disponível, possuiria clima adequado!

A situação atual pode oferecer tempo, mas ofereceria ela, clima específico para decisões tão relevantes? Normalmente os momentos mais adequados são aqueles em que a mente possui fluidez, astral elevado, sonhares, esperanças múltiplas, auroras douradas, cantigas matinais, canto de rouxinóis na voz dos pardais, zumbidos de abelhas nos cri-cri dos grilos, saudades do desconhecido, ausências nas presenças, Sol noturno, Lua diurna. Elevemos nossos pensamentos para o bem, para a saúde, bondade, perseverança, humanidade, muita fraternidade, o momento requer. Amanhã, haverá outra realidade.

 

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