Joaquim

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Quantos te condenam? Alguns! Quantos te admiram? Milhares! Mas Joaquim, a massa que te admira ainda que imensa, porém, bem frágil! Enquanto isso, a meia dúzia que quer te comer vivo é minúscula, embora isso, muito poderosa! Cuida-te, Joaquim! Sabes bem, a meia dúzia comandando o espetáculo onde cada qual defende os seus interesses, as suas tetas para si e outras tetas para os seus. É assim, Joaquim, quando se diz a verdade, a cousa fica…! Mexeste ó Joaquim, com aquela meia-dúzia. Onde estavas com o fio da ideia? Onde? A cousa não está para tirar “pel de coco verde”!

Joaquim vamos meter a colher na tua peleja, pois, por um acaso, pudemos ver quantos mil brasileiros estavam filiados aos partidos políticos em 2012? Sabes, Joaquim, foi numa espiadinha por uma janela da tal de internet, verificamos o seguinte: – Ao todo, no Brasil, havia 15.126.364 filiados a partidos políticos em 2012. O dado é resultado das listas enviadas à Justiça Eleitoral, em outubro do ano passado, pelos 30 partidos registrados no TSE.

Está em tempo de te propor – Joaquim – uma contagem com a tarca, aquela de contar boi na saída da porteira da invernada, quando se conta por lote de dez, cem ou mil. Joaquim, esse número de filiados pode ser menor ao de políticos de todas as esferas, somados a eles, os ocupantes de cargos de confiança. Apenas 15.126.364 eleitores filiados! Joaquim, razão não te falta! Para uma população de 200.000.000, e uma massa de eleitores de 138.544.348 eleitores, aptos para as eleições municipais de outubro de 2012. Enquanto isso, em torno de 1.500.000, se encontrava com problemas com o título eleitoral. Dados do TSE. Cuidado Joaquim!!

Forçando o raciocínio, sem forçar, podemos perceber a situação de uma multidão, de no mínimo 120.000.000 (somados a esses mais 50.000.000, sem título eleitoral) de brasileiros inertes, subjugados aos interesses de 15.000.000, esses decidem pelo grande contingente. A multidão silencia. Aliás, visando propor uma lei de origem popular, no Congresso Nacional, são necessárias 1.500.000 assinaturas (votos), ainda, coletados em no mínimo, três estados da Federação. Vejamos quantos eleitos conseguem alcançar essa votação. Essa exigência legal tem origem no… parlamento brasileiro! Assim também se silenciam os joaquins!

Airoso é falar das belezas naturais, dos sorrisos legais, de pessoas positivas, do bom gestor, dos empreendimentos, da estruturação social, mas isso contrasta com o presente, assim, o amanhã poderá ser tenebroso feito o de ontem, se a situação atual se procrastinar! Os exemplos estão presentes e exceto os diretamente interessados nas mazelas dum passado presente, e aqueles diretamente ligados a eles, comandam o circo da farra (a multidão travestida de palhaço) com os recursos advindos das atividades lícitas e do suor dos brasileiros. Ninguém permanece cego eternamente.

Quanto vai render aos bolsos de muitos na questão portuária? Quantos novos bilionários teremos em poucos anos? E joaquins, quantos? Eleitor cego e pacífico!