Kit de primeiros socorros aos motoristas

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As lembranças de ontem se devem manter vivas na memória das pessoas para o amanhã! O leitor certamente possui um celeiro onde armazena o conhecimento, os fatos, os acontecimentos. No país onde as leis mudam diuturnamente, num compasso estranho, talvez não fale mais alto a questão da legislação em si, porém, os motivos aleatórios, muitas vezes, desconhecidos da maioria dos legisladores que as aprovam, não raras vezes, satisfazem interesses de parlamentares e grupos econômicos.

Havia alguns anos, os proprietários de veículos foram brindados com a obrigatoriedade de portar o chamado kit de primeiros socorros, nele, não havia o portal da vida, nem a capacidade de evitar acidentes, sequer as proteções do airbag. Pelo dito kit era cobrado um valor elevado, enquanto a ausência dele resultava em multa ao motorista. Após algum período, diante da intervenção do Ministério Público, o arcabouço caiu. A vergonhosa lei constrangiu muitos dos legisladores, todavia, a maioria ainda não aprendeu os fundamentos da missão legislativa.

Em momento posterior, a sociedade brasileira “restou contemplada”, novamente, pelo legislativo/executivo, com a imposição de novos modelos de plugues e tomadas sob a justificativa da segurança. Ocorre, entretanto, que essa “genialidade”, modelo único no mundo (segundo o noticiário sobre a matéria), se tornou obrigatória apenas nas instalações novas, logo, todas as residências preexistentes, se mantiveram na situação anterior – expostas ao tal perigo. Entenda!
Em tempos presentes as cadeirinhas para bebês se tornaram obrigatórias nos veículos e a condução dos bebes no banco traseiro, uma exigência com intuito de proteção. A medida pode ser vista com bons olhos, considerando a inexistência de airbag, entretanto, em veículos dotados com tal dispositivo, talvez seja questionável.

Ocorre que no Brasil, mais uma vez, a lei foi implantada e os policiais cumprindo o seu mister, multaram milhares de motoristas e as multas engrossaram os caixas. Contudo, decorrido em torno de um ano, verificou-se que todas as marcas de cadeirinhas até então comercializadas eram totalmente inseguras. Até o presente momento não há notícias da devolução dos valores das cadeirinhas e sequer do valor das multas. Porém, volumosos recursos foram arrecadados.

Saltita aos olhos, a questão do extintor de incêndio. A razão é simples, em muitos países, em especial, nos desenvolvidos, tal os Estados Unidos, Alemanha e outros tantos, não há exigência alguma do extintor. Na França e alguns outros países, há sugestões pela presença do extintor.

Em diálogo com um mecânico de nossa cidade, ouvimos dele uma resposta enfática: a bateria é a causa dos incêndios veiculares! Há que se isolar a bateria e pronto, disse! Basta então, criar um dispositivo para tanto. Depreende-se que enquanto nos países desenvolvidos sequer se exigem extintores, no Brasil, se arrecadam fortunas com a imposição deles, de modelos novos e das multas subsequentes. Quem são os amigos dos autores da lei.