Meio ambiente

0
112

O espaço mais desejado por todos nós é aquele no qual vivemos, acrescido de outro aonde a gente diz que vai passar alguns dias para relaxar, se livrar das canseiras, recuperar o fôlego e arejar os pulmões. Além disso, há as viagens, excursões, estudos e outras desse nível. No exato momento, quando estamos no nosso achego, no refúgio salutar ou nessas incursões, todos eles nos sinalizam com um espaço no meio ambiente! E esse nós ainda não aprendemos a aproveitar condignamente! Dispomos dele ao nosso bel prazer, modificamos, demolimos, cortamos, destruímos, reestruturamos, edificamos, canalizamos, poluímos, plantamos, reflorestamos, somos deterministas. Ignoramos por outro lado, uma lição antiguíssima – toda ação gera uma reação!

Nos dias atuais, entidades afins e alguns educandários realizam manifestações na data instituída por dia do meio ambiente, no sentido da lançar os germes da conscientização. Atos louváveis. Infelizmente, a repercussão e introjeção desses no seio da sociedade ocorre de forma muito lenta, lentíssima. Porém, ainda que ágil fosse, sempre encontraria e encontrará, pelo caminho, alguns depredadores vorazes, esses, de todos os matizes. É bem verdade que em alguns aspectos o meio ambiente se recupera de forma rápida, contudo, o homem age no sentido ganancioso, enquanto deveria procedê-lo em sentido cauteloso.

Aliás, seguindo os escritos, o mais racional dos bichos estaria cometendo barbáries ao longo da sua trajetória conhecida, considerando a história ainda desconhecida. Os versos a seguir, são de Luiz Fiorin, e nos levam a reflexão, exatamente, nesse contexto, meio ambiente e seus interlocutores.

Lembrando as origens
Luiz Fiorin
Não sou de muitas palavras
Aos acordos dou importância
Volto ao passado à distância
E lembro tempos primitivos
O desrespeito aos nativos
Tornando a cruz mais pesada
Aldeando quem era livre
Impondo obediência ou terra arrasada.

Aqui já existia um caudilho
Antes que os brancos chegassem
Se a consciência examinasse
Pesa a invasão e o acordo
Pesa a conta que não foi paga
Se orgulha os tempos e a saga
Pouco vale o ser humano
O sofrimento, o desengano
Dos descendentes da raça.

Pra defender do encomendeiro
Vieram de tão distante
Trazendo luz pro bandeirante
Que escraviza entre outros males
Não querem que ninguém fale
Da vingança praticada
E das bocas de fogo usadas
Pelos cristãos e imigrantes.

Que vou dizer desse povo
Que olha inocente a tudo
De que adiantou outra cultura
Com vigilância e ameaça
Vigiaram a liberdade
Que hoje tanto defendem
O mundo ficou pequeno
E a obediência foi o veneno
Que excluiu essa raça.