Movimentos libertários

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 Motivos são motivos! No período Paleolítico o “homem” era caçador, coletor e pescador. Ainda assim, usou da mente para criar seus próprios instrumentos. Suas ferramentas! Hoje muitos se entusiasmam com os seus inventos, por contemporâneos, ainda que os computadores lhes facilitem ao máximo a construção dos seus “filhotes”.

Muitas dessas mentes que se dizem privilegiadas ignoram o passado, em contrapartida, se enaltecem sobremaneira! Mas nem tudo está perdido, ainda há aqueles que compartilham as conquistas do longínquo…!

Vejamos caros(as) leitores(as) há uma “criatura” que a nosso ver, até o presente momento ainda não foi superada – a roda! E é nela que estão focados todos os inventos posteriores, desde o rolo de papel higiênico aos grandes transatlânticos, por minúsculas que possam ser as peças em forma de roda, nos aparelhos, das velhas carretas às naves espaciais. Seguindo essa via de raciocínio, o mundo, segundo dito, gira em torno de um eixo imaginário, mas “é movido por rodas reais, rodando nos eixos”.

Desde os nossos ancestrais das cavernas aos atuais humanos, a dominação de um (ns) sobre o(s) outro(s) são fatos tão banais e corriqueiros ao ponto de passar despercebidos no cotidiano. Todavia, é real e inconteste. Os bugios também agem assim, os mais fortes lideram em determinada área geográfica onde estabelecem o seu harém. É a predominância do mais forte! Se nos ativermos às espécies, num todo, não haverá surpresa. Há o predomínio.

Após o invento da roda, a humanidade evoluiu rapidamente, e por via de consequência, a revolução industrial. Depois, a segunda, terceira e já devemos estar na décima e assim seguirá. O normal está na bonança vir acompanhada de gravames, com a máquina veio a escravização industrial, antes, porém, viera a escravização no campo, no domínio do homem sobre o homem. Por igual, toda ação gera uma reação e os dominados, em rebeldia, constituem as forças da reação. As mulheres provocaram uma das primeiras reações da história no setor da indústria, sofreram as consequências, é bem verdade, porém, quantos benefícios legaram às demais?

Na vida dos povos antigos, as guerras de conquistas eram fatos constantes e as reconquistas, representavam as reações dos derrotados, são fatos recentes, até poucas dezenas de anos, podemos dizer, ao final do pós-guerra fria! Ao longo dos tempos, cada sociedade, com sua própria cultura foi se moldando e estruturando, impondo governantes, leis e forças policiais para exigir o cumprimento das mesmas, enquanto os oprimidos passaram a lutar na busca de um lugar ao sol.

Logo surgem os pensadores, os filósofos, dentre outros, iniciando os movimentos reacionários. No mundo Greco/Romano, as manifestações ganharam corpo e se espalharam, primeiro na Europa, e depois ganharam o universo todo.

As ideias libertárias se projetaram de forma “assustadora”, enquanto o choque entre o sistema mercantilista com a expansão do moderno capitalismo industrial. A Independência das treze colônias inglesas na América, aliada à independência das colônias espanholas na América, foram fatores importantes na implosão do absolutismo. Mas nada vêm ao acaso, antes mesmo dessas mobilizações, os renascentistas e os iluministas se moviam no tablado do xadrez, aguçando os instintos. A revolução francesa de 1789 representa um novo tempo para a humanidade. Aliás, data daí a chamada Idade Contemporânea.

A Inconfidência Mineira que fracassa no Brasil Colônia, se constituiu num movimento separatista que refloresce nos movimentos da Balaiada, Sabinada, Cabanagem e Farroupilha (e por quê não, Canudos), todavia, a sorte não sorriu aos revolucionários, na ocasião. A revolução farroupilha, posteriormente a Guerra dos Farrapos, semeou no povo da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, a vontade inconteste de lutar por seus direitos e ideais. Que nosso povo jamais perca essa marca!