Mulher

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Havíamos trabalhado o texto com três palavras, ou melhor, com única palavra – enigma, postas, uma no início, outra no meio da página, e por fim, ao rodapé. Entendendo que mulher é isso mesmo, um enigma. Para alguém poderia parecer uma página vazia, conquanto também fosse possível, tê-la por texto gigantesco.

Inexiste alguém no plano terreno capaz de desmistificar esse ser. Quando tantos juram conhecê-la na essência, ela surge com novas peripécias, proezas e surpresas deixando estupefatos aqueles que asseguravam dominar seus segredos, suas profundezas. Assim, mulher é mulher! Talvez esteja aí a razão de haver tantos ensaios em se tornar igual a elas.

Todavia, o contexto próprio, tanto no aspecto escultural quanto na estética, possa até ser seguido, imitado, mas nunca igualado. Contudo, se atingidos os aspectos escultural e estético, restará virgem o enigma.

Nos campos do imaginário e das projeções populares, correm adágios e outros se encontram nos ocos, arrinconados, sobre a perfeição dessa obra – mulher –, firmando convicção, na teoria do criacionismo, se algo melhor Ele dispôs, ficou para si. Aí ressurge o enigma, um corpo escultural, belo esteticamente, mesmo desprovido das artimanhas em se tornar divina artificialmente, ante a generosidade da natureza em fazê-la um monumento, qual o próximo passo que ela dará? A mulher pode ser comparada aos movimentos de um jogo de xadrez!

Isso não a denigre, ao contrário, exige do homem habilidade mental para tentar desvendar esses seus enigmas, contudo, isso é algo improvável.

Quantas Joana(s) D’Arc, Anita(s), Teresa(s) de Calcutá, Evita(s), Maria(s), tornaram-se exemplos públicos de coragem, bravura, caridade, fraternidade e outras, diante das ações humanitárias e de coragem, considerando as batalhas travadas ao seu tempo e em favor de sua gente ou de um ideal. Dizem que as mulheres revolucionaram o mundo, talvez elas, a todo instante, façam correr para si, multidões masculinas, balançando os extremos do planeta, por vezes, prestes a tombar, deixando o planeta de pernas pro ar, diante da concentração de pessoas em um lado só. Haveria um perigo de sermos despejados, feito milho de balaio?

Mas cá pra nós, apreciar a beleza estética de uma mulher enche de razão qualquer vivente, ainda mais quando, esculturalmente, ela se equivale a um momento vivo. Porém, na mesma proporção se exprime decepção em saber-se pertinho dela e sequer tocá-la, até para saber se anjo ou verdade! Em alguns casos, beleza infinita, resultante dessa miscigenação de raças, elas se tornam deusas, caladas!

Esse ser já se justificaria analisado do ponto de partida da procriação, agora, acrescido de inúmeras virtudes, se torna meritória de louvores. Insubstituível, embora haja a tentativa de substituí-la, respeitadas as razões de cada qual, sobejamente, a mulher reinará por muito tempo, soberanamente! Diga-se o que se disser, será sempre um laurel a ser “conquistado”, entretanto, o enigma fala mais alto.

Enigma