Na Coxilha do Largo do Horizonte

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Lá estava ela! Láááá… onde a coxilha dobra espinha pra canhada. Jamais se mostrava toda, sempre num espia-esconde, esconde-espia! Fazia graça.. ria-se da graça que ela própria fazia. A coxilha era sua morada. Passava circundando, em momento algum oferecia sossego à si mesma. Alternava os movimentos seguidamente, evitando dessa forma, fosse localizada e fazia isso com enorme prazer, possuía maestria na execução de seus atos, uma teatróloga exímia, dessas (Jerson Fontana), de levar alegria a plateia, num simples lampejo de abanar folhas!

Quando o senhor “tristão do nada,” andava espalhando maus presságios, gestos de profunda desventura, desgraça extrema, feito um malversador infiltrado no rincão da boca do “barbochê,” na linha “picada do capa suja,” assustando os viventes das ribanceiras, feito um malversador, em atitudes deploráveis, fazendo com que os viventes daquelas paragens fugassem assustadiços, refugiando nas cavernas, onde “capa suja,” possuía seus palácios e hospedava uma gangue de virulentos! Foi ela que espiava as gentes, saudava-as com suaves brisas, fazendo-as sorrir, injetando oxigênio de paz!

Noutra oportunidade, ela tomou a dianteira de descer do topo da coxilha, para, parar rodeio, no centro da canhada, ao lado da Sanga Brejeira, logo após o Bosque dos Bugios Mijões, ali, onde vertia água borbulhante, na vertente genuína, assim chamada desde todo o sempre, pelos eternos guardiões dessa, residentes nas frondosas e elegantes árvores, feito uma princesa, aí, em magnífico espetáculo, recuperou o ânimo dos habitantes quase desfalecidos, dada ao boca-boca, dizendo do cata-tudo, leva e não traz! Reencorajando-os a enfrentar o maledicente e seus servos, logrando pleno êxito, reconduzindo-as a beber, novamente, água da Sanga Brejeira!

Em dado momento, naquele reduto ainda com genuínas características, um caso estranho, curioso talvez, tomou conta dela e daqueles residentes no rincão da boca do “Barbochê,” eis que perceberam a presença de estranhas figuras, examinando o solo, a própria coxilha – somente dela -, as quedas d’água, a altitude, realizaram medições, sob seu olhar espia-esconde, alarmando-a sobremaneira. O que estariam fazendo? O que pretendiam? Quem eram? Senhora de si, elevou o seu ímpeto de guardiã e realizou uma emboscada, prendendo-os nas teias das aranhas mestras, que possuíam armas letais. Deles, não se teve mais notícias. Outros não vieram!

Na coxilha do largo do horizonte, genuína coxilha, nada de, tristão do nada, sequer de maus presságios, tampouco de, capa suja e suas virulências, ainda, esquecidas das memórias, cata-tudo – leva e não traz -, alheios, também, aos estranhos medidores, nunca mais vistos. Restaram presságios novos, dos velhos remoçados, em tempos novos, perenes os velhos sentimentos. As cavernas livres, arejadas e habitáveis, a nascente jaculando águas límpidas, para a Sanga Brejeira, no Bosque dos Bugios Mijões, lá no rincão da boca do “Barbochê.” O leitor está convidado a visitar a coxilha, onde reina soberana a benquerença!

 

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