O dia chegaria involuntariamente

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Aos soluços, a verdade padeceu! Em prantos, a honestidade se esvaiu! Esfacelada, a consciência se prostrou! A identidade física, fez cirurgia! Em ruindo, a verdade, a honestidade, a consciência e diante da cirurgia da identidade física, o que restou? Inverdade, desonestidade, inconsciência e a falta de identificação. O dia chegaria, involuntariamente.

Os embaraços nas instituições religiosas remontam aos tempos, embora ocultados por cortinas, fumaças e mordaças. Os entes públicos, desde o homem das cavernas, se mostram vulneráveis a ação de seus agentes, aos rebeldes, resta a silenciosa condenação. Os parlamentos recebem a vilania dos juramentados. As togas choram silentes ante alguns (secretos) togados. Os responsáveis pela formação das massas, da qual, resultam os seus representantes, por vezes, fraquejam, em outras, se omitem, noutras, são humilhados, quando não leem apenas a cartilha imposta, experimentam a solidão, há quem tombe ante os desalmados, no expor do “evangelho”, seu mister!

A ambição descompassada, aliada a vaidade, ostentação, supremacia, imponência, orgulho desmedido e tantas outras expressões do nosso vernáculo, construiu um abismo, oportunizando o aparecimento de falanges extremistas, que surgem e se alastram nesses vácuos entre as camadas sociais. A administração ineficiente das sequelas sociais, advindas desses abismos, oportuniza o aparecimento de “heróis”. A fragilidade ou ausência de valores positivos, em todos os setores comunitários, também nos remetem a idolatria indesejada de agentes do descaminho, e a arregimentação, por esses, de seguidores, espraiando o mal, causando terror e até mesmo, conquistando territórios, por via de conseqüência, estabelecendo novos condados.

A Grécia está experimentando do próprio veneno, sem melhor remédio, volta aos tempos anteriores aos dos sábios. O Brasil será uma Grécia muito antes do imaginado! Inexiste suporte financeiro capaz de suportar astronômicas aposentadorias e/ou vilipêndios nas instituições afins. Olhe nos olhos do futuro e verás teu neto, senão, teu filho, vivendo outra “Grécia”. Prevenir o futuro é passo comedido! Previsões são outros quinhentos.

Na Itália, o processo das mãos limpas selou um tempo novo e inclusive, o magnata Berlusconi experimentou as conseqüências do tempo novo. No Brasil, ocorreu a deposição de um Presidente, em decorrência de atos incautos. Imaginava-se, viesse um tempo áureo! Ledo engano, ao invés das mãos limpas, por aqui, semeou-se a ideia do servir-se, do apropriar-se do alheio, lamentavelmente.

Todavia, sempre há uma esperança, ainda que ela esteja detrás da coxilha! Embora estejamos na primeira rodilha do laço e ele possua dimensões centenárias em rodilhas, há um momento propício para concitar na construção de um novo tempo, uma nova era, um novo pensar, uma nova sociedade, da qual, possamos sentir orgulho em pertencer e imaginar um futuro brilhante para a gente do porvir. Contudo, primeiro é preciso realizar a grande faxina que a verdade está a exigir da honestidade, e esta se digne construir uma sã consciência, resultando na única cirurgia a ser procedida.