O silêncio das ruas é ensurdecedor

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Passados poucos dias das manifestações das ruas, há um silêncio ensurdecedor! Há razões postas capazes de causar constrangimento aos restos mortais do ex-presidente João Melchior Marques Goulart, em vias de exumação. Esse missioneiro de São Borja governara o País, pós-renúncia de Jânio Quadros, até 31 de março de 1964. Jango, assim conhecido pela nação brasileira, era um sujeito bonachão! Simples, gente de olhar sincero e andejar campesino. Carismático e de sorriso fácil, conquistara o Brasil, por sua forma de ser, não beleza de Tereza! E o Tio Gegê? A escola de Getúlio?

Analisando o Brasil, existem razões suficientes para nos colocar em pé de alerta. Brizola, antes de partir fez suas leituras sobre o Brasil do passado, do presente (daquele momento) e do futuro. Ele que fora um exímio governante, fruto do seu preparo intelectual e administrativo, e soubera bem pilotar as locomotivas por ele conduzidas. Suas lições restaram jogadas feito lixo, na lixeira! Leonel Brizola fora Senhor soberano de um tempo, aprendera com Getúlio Vargas, em razão disso, seus séquitos e de Gegê lhe foram fiéis, leais e amigos. Ainda que ninguém possa lhe defender na amplitude quanto as possíveis questões totalitárias, até porque, se houvesse ficaram na intimidade.

Jânio renunciara ao se contrapor as forças ocultas, Jango e Brizola foram depostos, o primeiro a nível Federal e o segundo no Estadual, simultaneamente. Na oportunidade as ruas clamaram por mudanças, considerando a guerra fria mundial, havia um medo terrível de o Brasil cair no precipício do totalitarismo (esse mesmo que fez de Cuba um país paupérrimo e a Venezuela, em pouco tempo chegou ao caos, falta até o papel higiênico). Sobre Jango pesava a visita à China, e sobre essa viagem podemos tomar duas setas, a uma, comercial, a duas, filosófica. Se verdadeira a primeira, realmente merece total aprovação. Um bilhão de habitantes, quanto consumo diário?

Por sua vez, Brizola era um rapagão ideal nacionalista e com uma retórica fantástica, capaz de mover o continente sul-americano, com um único microfone. Ambos assustavam, talvez sem razão alguma! Inteligentes e visionários morreram da forma que nasceram! Nada consta contra eles. E os de hoje?

No Brasil de agora, as ruas foram palco de manifestações organizadas por grupos anti-governo; pró-governo; pró-sigla governante, esses, divididos entre si; grupos ainda mais totalitários. Por igual, os filiados ao quanto pior melhor. Por resultado, uma “comunhão dos dividendos”! O pano de fundo inicial, R$ 0,20! A seguir, a Copa das Confederações, os recursos alocados para os faraônicos estádios com recursos obtidos dos setores produtivos que contribuem com o fisco. Depois, os tons foram contra a corrupção. E os corruptores? Entretanto, tudo continua feito dantes no quartel do Abrantes. Nada mudou! Agora o foco se voltou contra administradores de siglas contrárias ao Governo Federal! Logo, somente os sonolentos desconhecem da realidade fática do país. Brizola foi comedido, mas falou! E o futuro?

No pós-ruas, quais as providências postas em prática? Somente aquelas em que o Governo pretende implantar os seus interesses e objetivos futuros. Basta verificar as manifestações cirúrgicas, praticadas em todo o País. A pior “veste” é aquela que cega! Uma democracia firmada na base da corrupção estimula, oportuniza e exige atitudes drásticas. Cego e inculto é aquele que se sustenta do lamaçal! Brizola, tua lição foi desaprendida. Frequentaram as escolas edificadas em teu governo! As oportunidades oferecidas, os caminhos mostrados. Lamentas? Sabemos: te resta chorar! Esperamos, haja oxigênio, nas além coxilhas! A voz das ruas é de um silêncio ensurdecedor.

O trio Gegê, Jango e Briza, construíram uma fornalha lá no outro lado, onde estão aguardando alguns visitantes cá do Brasil, cada qual, vai ter o espírito cremado, Gregório vai ser o foguista!