Passeios públicos ou convites para acidentes

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Um “bem público”! Os passeios públicos não é de hoje, vem de todo o sempre, são verdadeiros obstáculos para o povo. Ademais, a situação é nacional e todos nós somos usuários das vias. Quando a pessoa está em perfeitas condições de saúde, as más condições são ultrapassadas com facilidade. Desviar de um, saltar sobre outro, atravessar a rua, estão entre as viabilidades. Mas se diga de passagem, quantos obstáculos estão postos em nossas ruas. Nos espaços onde ocorrem construções, o meio passeio, deveria merecer maior atenção dos senhores das obras.

Contudo, há urgência na tomada de medidas pelos administradores municipais, construtoras, cidadãos, sob pena continuar as ocorrências de acidentes evitáveis, num primeiro pensar. Os obstáculos postos nos passeios, podem, aos olhos de pessoas sem problemas físicos, não representar um obstáculo, todavia, para um enfermo, um cadeirante, alguém que necessita de um cajado, muletas, significar uma montanha. A saúde física das pessoas está diretamente ligada a situação desses espaços.

Refletir sobre a questão urge! Num segundo momento, a tomada de medidas é imprescindível. As cidades necessitam de legisladores e administradores voltados aos problemas sociais, ambas as categorias, ao ver do colunista, se ativessem poucos minutos sobre o assunto, com toda certeza, sentariam a velha Remington, para redigir as ações a ser tomadas, para, num plano inicial, evitar que novas situações sejam postas e num segundo momento, corrigir as deficiências já postas.

Convidamos os leitores para um passeio pela nossa cidade, onde, segundo nos foi repassado, dias passados, uma senhora com idade avançada, diante de uma das situações acima, teve uma queda e dela consequências lamentáveis, partindo rumo a outro plano espiritual. Pois se o caminhar, algo tão normal e útil, deixa de ter essa conotação, aos que avançam na idade e o uso de utensílios de equilíbrio ou situações pós-cirúrgicas, entre outras conhecidas da população.

Um centímetro faz diferente? Sem dúvidas faz! Uma calçada inclinada representa um “perigo”. Aliás, falando em calçadas enclinada, sugerimos aos legisladores, que peçam um estudo aos médicos da área específica, sobre os prejuízos físicos aos transeuntes, com as calçadas inclinadas. Outra questão que vai tomando corpo, diz respeito a adequação das calçadas aos cadeirantes, totalmente justa, entretanto, na forma atual, causa enormes problemas à locomoção dos idosos, porque os entalhes dificultam os passos desses. Falando em cadeirantes, algumas rampas de acessos, são verdadeiros convites para acidentes.

Para quem desconhece, dê uma olhada na esquina da rua Missões com a avenida Getúlio Vargas! Ficamos com esse exemplo, apenas. Outra situação totalmente fora do aceitável nas calçadas públicas, são os acessos de veículos ás residências, em muitos casos, são transformadas em espaços inviáveis aos pedestres normais, que dirá, aos necessitados de adereços de equilíbrio, adequação essa, que deveria ser realizada dentro da propriedade particular, jamais, no âmbito público. Aliado a isso, ainda existem calçadas lisas.