Pelo Mundo – Mao Tzé Tung

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Por vezes pensamos saber ou conhecer a história da humanidade, quando a bem da verdade, por vezes, sequer abrimos um único livro capaz de nos dar vazão ao conhecimento sobre um povo, uma nação, se assim podemos chamar os habitantes de um Estado Nacional, quiçá, dos fatos originários para uma guerra mundial e as consequências daí resultantes, quer no local dos embates e nos mais distantes cenários.

Mao Tsé Tung, ardilosamente, preparou a ascensão ao poder político na China, para tanto, seguiu os caminhos de Stalin na Rússia, logo, o badalado marxismo, conseguindo êxito no ano de 1949, perpetuando-se até 1976, quando foi fulminado, com um tiro na testa? Não! Porém, por um ataque cardíaco, semelhante ao do seu protótipo Stalin. Poder-se-ia indagar como numa população gigantesca qual a chinesa, não houvesse apenas uma pessoa sensata do grupo que o seguia e lhe dar um fim, mas nos cabe trazer o assunto, ao invés de opinar.

Com a ascensão ao poder, Mao comandou o país com mão de ferro e no mesmo sentido de Stalin, via em cada rosto, um adversário, um inimigo, alguém disposto a destrona-lo do poder. A crueldade com o povo, a destituição do poder sobre um lote urbano, propriedade rural, empresas, indústrias, todo e qualquer bem, passou a ser propriedade do Estado, até mesmo o poder imaterial era abolido do cidadão, mediante a simples eliminação deste, conquanto, os proprietários bem matérias, pagavam nas prisões, com trabalhos forçados, torturas, fome, além de métodos diversos, ainda, nos jardins da “paz,” sem paz, dos cemitérios, também, vilipendiados!

Os números encontrados pelos pesquisadores e historiadores (a historiografia oficial da China teria o registro das mortes impostas?), são monstruosos, não fosse a China o país mais populoso do mundo, dir-se-ia, os dados são inverídicos, embora isso, por certo, dir-lhes-ão – mentirosos. Consta dos levantamentos procedidos, os métodos cruéis das medidas de Mao, sobre pessoas que ele e/ou seus asseclas, denominavam de traidores, conspiradores, mentirosos, os olhares incrédulos, milhões e milhões doaram o sangue para regar o solo.

Entre 1958/1961, durante o período denominado de Grande Salto Para Frente, morreram de fome, segundo as fontes consultadas, em torno de 75 milhões de chineses (durante a segunda Grande Guerra, morreram 55 milhões), tudo em face de políticas desastradas, determinadas ao produtor rural. Além é claro, da grande massa humana, encarcerada e subjugada a trabalhos forçosos, que pereceram nos campos de trabalho ou nos pres. Vale lembrar que as bibliografia mostra situações calamitosos quanto as questões de saúde, considerando a ênfase dada na questão alimentar, onde as proteínas e vitaminas não faziam parte da ração alimentar oferecida aos presos, levados aos serviços forçados.

Na historiografia da China, emergem fatos dantescos, algo chocante: Num deles, lançado por um dos integrantes do então governo, referindo: a miséria era tanta, que as famílias trocavam seus filhos, para não se alimentar deles, procediam na troca, vindo a alimentar-se dos filhos alheios!

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