Pensamos nisso

0
154

O temporal ocorrido na capital do estado deixou um rastro de destruição, sem dúvida alguma, todavia, há a necessidade de refletir sobre um fato relevante: vidas! Todas preservadas. Logo, os danos materiais, são recuperáveis, conquanto as vidas jamais…! Portanto, as lamentações exageradas deveriam ser recolhidas e no lugar delas, agradecer pela preservação do ser humano. Aliás, pela velocidade dos ventos e as dimensões dos estragos na natureza propriamente dita, efetivamente, a mão do Criador se fez sentir.

Muita gente reclama da existência de árvores nas cidades, contudo, antes de expor essas “máximas”, houvesse, a sensibilidade do raciocínio, louvariam-as, pelo simples fato delas se elevar em parapeito aos ventos. Em ruas desertas, há proteção para as moradias? Simples arbustos, tão amistosos aos paisagistas, sequer amenizam o calor, em nossas selvas de pedra. É evidente que muitos prédios ruiriam com a fúria da natureza! As reportagens monstraram portas e janelas de vidro estraçalhadas, edificações voando. Inexistissem as árvores, qual seria a dimensão dos estragos?

Bem-vindas todas as árvores, em especial, nos centros urbanos. Nossa cidade está em débito com a arborização e não falamos, neste momento, na questão das ruas Venâncio Aires ou Bento Gonçalves, mas sim, nas artérias – Marechal Floriano, Marques do Herval, Vinte e Cinco de Julho, Mauá, Três de Outubro, Antunes Ribas, Quinze de Novembro, Getúlio Vargas, entre outras, não apenas no sentido de amenizar os efeitos do calor (quase insuportável), mas também, por quebra- ventos!

As instalações elétricas aéreas estão com os dias contados e devem migrar urgentemente para as subterrâneas, essas, abandonadas no decorrer do século passado, todavia, em vias de revitalização. Houvesse o sistema subterrâneo sido praxe, os alardeados prejuízos da CEEE, por exemplo, de mais de três milhões de reais, estariam limitados aos postes de iluminação, sem a danificação da rede aérea, onde reside o custo maior da empresa.

A questão da segurança, em qualquer dos sistemas é o mesmo, talvez, o subterrâneo menos inseguro que o aéreo. Um país que postula uma vaga entre as nações desenvolvidas, jamais pode descuidar dos elementos básicos para sua estruturação e dentre elas, evidentemente, se encontra a elétrica. Ainda giramos em torno da roda, inventada no fim do Período Paleolítico e da energia por condutores da mesma. Aguarda-se por inventos, mas substituir a roda é o maior desafio! Quiçá, tenhamos a oportunidade de conferi-los, nesta passagem terrena.

As inundações urbanas, por chuvas intensas, normalmente são atribuídas aos governantes das três esferas, porém, a vida cidadã chama cada qual, ao comprimento de sua obrigação. As mencionadas bocas de lobo, quando obstruídas, por papeis, plásticos e outros obstaculizadores poderiam ser evitados, porém, a ação humana “responsável”, contribui para tal. A vida em sociedade se estabelece em parcimônia e enseja a participação da coletividade. Direitos representam deveres e deveres, são direitos invertidos!

A maturidade humana nos conduz a novos tempos, porém, quantos percalços ainda deverão ser suportados para alcançar esse estágio?! Pensamos nisso.