Saúde – o foco das eleições 2012

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Quando o Congresso Nacional decidiu pela municipalização da saúde, agiu de forma consciente ou premeditada! Em qualquer das duas hipóteses o Legislador abriu uma lacuna de difícil resolução no campo do atendimento e fornecimento de medicamentos, internações, consultas e demais necessidades ligadas ao tratamento de enfermidades. Em caso do Legislador ter agido sob os auspícios da boa fé, certamente, restou enganado. No entanto, se agiu de forma consciente e Senhor da situação, não só merece a “reprimenda”, mas também a responsabilização diante da legislação imposta.

O legislador impingiu ao município a obrigação de “oferecer” saúde, na plenitude, aos munícipes. Ora, todos nós sabemos o elevado custo dessa área, todavia, isso não seria um problema se houvesse a disponibilização da correspondente verba aos municípios pelo Governo Central, arrecadador e centralizador da verba. O cidadão: indivíduo no pleno gozo de seus direitos civis e políticos de um Estado, assim, somente se enquadra nesse rol aquele que não vende o voto por uma notinha de reais qualquer, ou troca-o por uma sacola de alimentos.

Apontamos duas situações para o legislador: consciente ou premeditada! Sempre que algo vem à tona, é com base na fumaça e ela denota fogo! O atual julgamento no STF deixa mais que evidente que ao longo da história as coisas ocorreram e ainda ocorrem aos olhos do povo, que, vendado ou “convencido” silencia ao invés de reagir. Quando da municipalização da saúde meia dúzia de vozes sufocadas reagiram as demais, aos milhões silenciaram. Vale o mesmo na questão educacional. E no último pleito eleitoral o povo demonstrou total vício político ao eleger fichas sujas.

Historicamente os recursos caem no cofre do “Império”, depois, bem depois, encaminhados aos destinatários, isso, por vezes, com as “devidas intermediações”, sem sombra de dúvidas, em números muito inferiores as necessidades provincianas. Embora toda essa situação, nós brasileiros vamos nos assombrar em futuro breve, brevíssimo, quando os males de tantas pedras explodirem no “coxo” da saúde, tendo por consequência um desalento total ao grande contingente, em face das prioridades que serão ofertadas às “vítimas” das pedras. Aliás, é assombroso, visto a repercussão na rede social do Facebook e talvez outras, quando alguém fotografou um morador de rua em Curitiba e diante da beleza externa, teve milhares de acessos, por consequência, imediatamente foi internado em casa de recuperação. E os demais? Os não-lindos?

Mas para aí! E os milhares de brasileiros esperando por tratamento adequado? Os milhares de brasileiros esperando por uma consulta? Os milhares de brasileiros esperando um remédio? Os milhares de brasileiros precisando de um leito hospitalar? Poderíamos enumerar dezenas de situações, contudo, deixamos uma solução para casos feito esse, do cidadão de Curitiba, aquele(a) que se compadeceu pela beleza, bastava levá-lo para casa! Nada obsta tal atitude, pelo contrário, essa possibilidade é legítima, legal, humana e digna. Entretanto, o que aconteceu causa espanto em especial, pelos compartilhamentos diante da beleza do sujeito? Se vê: o valor está no externo da pessoa.

É bem verdade que estamos vivendo uma paranóia social, uma discriminação social oficial, limitações oficiais de acessos, restrições legais, implantação racial oficial – numa nação totalmente fraterna. Ainda bem que Pelé, Grande Otelo, Mussum, o Ministro Barbosa e tantos são contrapontos aos despropósitos. Imagine o leitor(a) a infinidade de pessoas, dependentes químicos, todos eles, sem exceção, diante da legislação, possuem os mesmos direitos dos demais, independente, de ser trabalhador ou não, se constituirão em obstáculo, para que os velhinhos consigam um remédio por mais simples que seja, em consequência dos altos valores despendidos com o tratamento de viciados. Esses podem “nascer” em qualquer lar, mas o tratamento deles é multiplicadas vezes maior. Há que se repensar a saúde pública no País! A questão saúde venceu muitas eleições. E agora, senhor eleito, donde virá a solução?