Soprando liberdades

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Corria o vento soprando liberdades! Algumas milhas de séculos, no pós-cavernas. Mas foi lá na caverna que o homem principia o exercício do domínio de uns sobre os outros. Então, o hoje se esclarece com nitidez…!

A tentativa de implantar-se algo cruel, nefasto e humilhante. Um regime totalitário. Os ventos do passado não se diluíram, estão apenas, rodando o planeta e muito em breve, aqui retornarão!
Com o advento das primeiras dominações, vindos dos primórdios, a espada da liberdade se ergue no longínquo, em aço e brados, por ação dos contrafeitos, fazendo eco no tilintar das adagas, espalhando ao mundo, melodias e canções de fraternidade, paz e humildade. Ainda que os dominadores persistam em estender a sua cauda em todas as direções, impõe-se apará-las!

Os arautos das ideias libertárias flutuaram pelo mundo e continuam nas suas jornadas, paulatinamente, despertando consciências. Todavia, esses maestros não estão escondidos, ocultos ou semeados ardilosamente, dentre agrupamentos, facções ou greis, mas sim, estão altivos e manifestam abertamente os seus pensamentos. São cidadãos ostentando bandeiras de vida, trabalho, cultura, saber, conhecimento, respeito, ordem, prosperidade e subjugados às normas sociais postas.
Os sopros altivos, montados nas crinas do vento, ilustraram as caminhadas, feito tenores exaltando canções. Levaram consigo a convicção e novos feixes de luz, estandartes e parapeitos nas lutas à construção da soberania dos povos e das pessoas, em igualdade, sob todos os condões.

Assim se ergueram por estes confins sulinos, os batões libertários, conduzidos por homens sem máscaras, sequer, cirurgias modificativas de faces e desprovidos de mazelas, tal se mostram hoje, pelo contrário, espelhados na própria estampa, autenticidade e retidão de propósitos.

Passados menos de dois séculos da Epopéia Farroupilha, infelizmente, nos deparamos com a infâmia no seio das gentes, herdeiros daqueles idealistas. Aos homens de bem, causa espécie, tanta barbárie social, desvios de conduta, falta de caráter, dignidade e por aí vai!

Aliados aos sulinos, na efeméride, integrantes da Carbonária, aportaram ainda no início dos embates, embora a distância e dos instrumentos de navegação mais rudimentares, sem os meios de comunicação instantânea de hoje, sinal inconteste, de que o espírito libertário estava aceso, espraiado pelo universo, qual uma sentinela a percorrer distâncias, exalando os seus pruridos e se pondo em combate. Os homens do tempo não tombaram, eles voltarão!

8º Canto Missioneiro da Música Nativa, um elo que agrega a arte e a cultura, com a musicalidade e os anseios da nossa gente. Continue, ó gente, sendo fidalga com os artistas de todas as querências, aplaudindo-os e incentivando-os! Eles levarão o carinho recebido, por onde forem!