Suicídio versus enaltecimento

0
141

 O leitor mais atento tem em mente as constantes mortes entre executivos de alguns países feito o Japão, em especial, quando se trata do exercício de cargos públicos, que, depois de desvendados os envolvimentos com atos de corrupção, ilicitude e tantas outras formas de servir-se do alheio, além de merecer o devido repúdio dos integrantes da grei partidária e da sociedade nacional, praticam o suicídio, por uma razão óbvia: a vergonha!

No Brasil, por mais paradoxal que possa parecer, a situação é totalmente antagônica! Aliás, até parece que esse mal (isso, para os corretos, eis que para os aproveitadores, essa é prática normal não constrange) se transformou em epidemia nacional e está mais difícil para erradicar do que a dengue, o câncer e outros males do gênero. Havia uma esperança no Brasil de ontem, que este germe pudesse ser erradicado, todavia, ficou no passado! O Brasil do presente demonstra que estava e está enganado aquele que pensa/pensava de forma diversa. Em nosso país, somente haverá mudanças, se aplicada a “verdade de Cingapura”! E, olha lá…!

Ocorre que os noticiosos, diuturnamente, continuam a informar práticas de propinas, apropriações indébitas, favorecimentos, funcionários fantasmas, pagamentos para defuntos, funcionários impresentes, a concessão de percentuais para “remunerar” agentes, e assim segue um rol enorme! Diz que o “diabo” sabe para quem aparece e sabe mesmo! Do contrário, por onde se haveria de encontrar uma explicação para tanta bandalheira. Corre pelo Rio Grande um adágio bastante antigo, mas ao mesmo tempo, muito apropriado; Deus cria, o diabo esparrama e eles por si, se juntam.

Veja caro leitor, tomando o “último” fato envolvendo um ministro do atual Governo (não que dos outros governos deixasse de “levantar poeira”), ocorreram inúmeras defesas e ainda, encheram a bola do sujeito e mais, segundo dizem: foi acarinhado pela Presidente. Em fatos semelhantes o ex-governador do Rio Grande do Sul, Alceu de Deus Colares, simplesmente afastou e imediatamente, os secretários para averiguação! Não há que se dar moleza para ninguém. Mas no caso vertente, “o sujeito ainda sai de bola cheia”.

Fato dessa natureza, no Japão, bem provável, rendesse novo suicídio! Talvez por isso, que no Japão em pouco tempo, após o devastador Tsunami, em pouquíssimo tempo, o país está totalmente recuperado e agora ocorre a desinfetação dos resíduos provenientes da usina atômica destruída no momento em que a natureza demonstrou todo o seu furor. Agora, por outro lado, se no nosso “Brasilzão”, essa máxima japonesa viesse a se estabelecer, por certo, faltaria coveiro…! Entretanto, cá entre nós, bem que eles poderiam fazer um pacto entre eles e seguir os “kamikazes” japoneses.

Outro dia, quando na cidade de Ijuí/RS, nosso Governador do Estado, convocou todos os políticos presentes para lhe fazer par, inclusive os mais ferrenhos adversários, na ocasião aproveitou para protestar contra a sociedade que estava com atos púbicos na rua, contra a corrupção. Na ocasião, alfinetou inclusive, nosso Presidente da OAB/RS que fazia coro com os manifestantes. Ora, a OAB tem por obrigação, lutar pelo respeito da Constituição e nela, a corrupção não consta entre os direitos do cidadão.

Leituras permitem tomar ciência de que no Brasil há um descontrole com as verbas públicas, que estariam caindo em “mãos alheias”. Sabidamente, a questão da saúde, da educação, são problemas cruciais. Sabemos, a sociedade espera dos professores a equação da educação, mas não lhe dão a menor atenção, professores mal remunerados, esquecidos e ignorados, exceto quando da busca do voto! Raros casos municipais estão resolvidos. Já na questão da saúde, em todo o país, se clama por atendimento. Mas se contornássemos todo o território nacional com grânulos de milho, postos um a um, não conseguiríamos enumerar todos os casos pendentes de atendimento. Segundo as reportagens sensacionalistas, os médicos são os grandes culpados! E em assim sendo, o leitor concorda em atribuir aos médicos a culpa diante dos milhares de problemas? E a área da segurança? Por certo, esse é um campo perigosíssimo.