Um belo momento para um ajuste de conduta social

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 Ao longo da nossa existência os fatos se sucedem e as verdades ou inverdades são contadas ao interesse de cada qual. Se nos registros da história encontramos apontamentos contados ao avesso, ao mesmo tempo, sobressaem manuscritos elucidativos, com outras luzes, desmascarando as inverdades, a preocupação se volta ao cenário nacional.

Nosso país está no topo dos acontecimentos, pois, segundo alguns, não sofreu nenhum revés com a crise econômica que se abateu sobre a Europa, Estados Unidos e outros países, planeta afora. Aliás, a situação é tão “romântica” que estamos importando mão de obra. Acreditamos não haver maior problema com esta circunstância, até porque milhares de brasileiros laboram nos mais diversos rincões do mundo. Logo, sem anormalidade. O que chama a atenção é o tipo da mão de obra que estamos importando, eis que nossos presídios e albergues estão superlotados de brasileiros em dívida com a nação. Visto está que as atividades profissionais desenvolvidas pelos “importados” poderiam ser desenvolvidas por nossos encarcerados.

Ocorre que o Brasil está perdendo um momento ímpar para profissionalizar uma multidão de cidadãos (ãs) encarcerados e colocá-los no mercado de trabalho durante o dia, facultando-lhes o retorno à carceragem durante a noite. Isso evitaria o stress do apenado e lhe tiraria inclusive, a oportunidade de se tornar um pós-graduado na contravenção, por que no seu retorno, cansado, ele aproveitaria para repousar. A ociosidade vivida nos presídios deve ser algo de extrema angústia, enquanto as luzes com ares de liberdade, fazem bem a todo cidadão. Estamos perdendo uma belíssima oportunidade!

Alguém há de questionar a possibilidade do contraventor sair para o trabalho, enquanto perdurar sua pena! Todavia, um dia a pena dele se extinguirá total ou parcial, tendo ele o direito de voltar à rua, livremente. Estando ele profissionalizado, terá todos os meios e as condições para desenvolver uma atividade profissional, ao contrário daqueles que retornam às ruas doutorados na contravenção. Devemos nos lembrar da obrigação Constitucional do Estado em alcançar aos familiares do apenado, os recursos necessários para a sobrevivência, em síntese, recursos alcançados pela sociedade através dos impostos.

A nossa desatualização pode até merecer condena, logo, por essa pena devemos pagar! Acontece que diante da intensa propaganda, entendíamos que estávamos vivendo um mar de rosas no Brasil, todavia, a greve dos policiais na Bahia revelou outra realidade. Em poucos dias teriam ocorrido mais de cem mortes, logo, algo altamente preocupante. Qual dos brasis que é o verdadeiro?
No entender de muitos, estamos vivendo um ótimo momento, contudo, deveríamos aproveitá-lo para implantar os ajustes sociais e avançar nas conquistas. Não podemos dormir sobre os louros de eventuais ganhos, sob pena de cairmos de lombo, logo após a coxilha. É oportuno mencionar mais uma vez que Santo Ângelo ofereceu cursos de profissionalização, quando muitos e muitos aproveitaram a ocasião, enquanto outros, sequer se dignaram em preencher o formulário para os respectivos cursos, isso preocupa mais do que saber: em qual oco dorme a coruja!

Um exemplo meritório foi implantado no Case, na administração de Dalmir Ledur, disponibilizando aos internos cursos profissionalizantes, dotando os jovens de conhecimentos em diversos ofícios, visando devolvê-los ao convívio social, prontos para o trabalho. Aliás, ao invés de se cortar a possibilidade do jovem desenvolver um trabalho na infância e juventude, a lei deveria ser no sentido inverso, obrigá-lo ao ofício de aprendiz. Nessa ação do Dalmir junto ao Case, devemos incluir a nobreza do CIDADÃO EDUARDO PÉRSIGO, basta dizer: é longevo! Porém, se dispôs a ensinar o ofício de pintura aos internos. Para descrever o gesto do senhor Eduardo Persigo, faltam palavras. Resta, desejar-lhe saúde!