Uma fala pra Enfermeira

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As enfermeiras (vamos usar a grafia feminina sabendo que existem profissionais de ambos os sexos), geralmente, são pessoas dignas, zelosas, esmeradas e dedicadas com os seus clientes. Lubrificadas com requintes de humanidade. Ainda que haja exceções que injetem sopa e/ou outros líquidos nas veias dos pacientes, mas essas são as exceções próprias de toda classe funcional. O perfil deste ofício é de pessoa nobre, com atitude digna, desprendida. Desavisada, qual no caso da Real Família, cai em cilada. Assim, foste tu – Enfermeira, uma vítima!

Os habitantes do planeta Terra – Enfermeira – tomaram conhecimento imediato do trote de dois jornalistas na questão da nobreza londrina, restando tu, ludibriada. Há realmente muitas formas de obter informações, seja no sentido que for! Um caso de médio prazo ocorrido na Pátria brasileira nos traz ao lume a lembrança de um feito em que a um cidadão fora solicitada cópias de documentos, no andor, estendeu o olhar sobre os mesmos e lançou interesse no assunto deixando um exemplar na copiadora, depois, bem, depois deu o destino…! Enfermeira – não deixaste te ludibriar, te ludibriaram, por ingênua!

Em tempos atuais ocorrem tantos fatos na nossa República ou republiqueta, ao ponto de deixar com vergonha os prédios, porquanto as pessoas permanecem com o seu semblante inalterado, mesmo que manifestamente envolvidas em escândalos financeiros ou de outra ordem. Outros, por chefes destes, negam peremptoriamente, saber das “façanhas” (nunca sabem de nada) de seus subordinados, mas afins, em questões que causam rubor na face de terceiros ao ler, ouvir e/ou comentar ditos feitos. Coitada – Enfermeira – tua dignidade ceifou tua vida. Que exemplo!

Louvadas sejam enfermeiras pelas suas atitudes profissionais, além da sensibilidade humana, uma constante no cotidiano dessa laboriosa categoria profissional, justamente sobre vós recaiu a habilidade ou a esperteza de outros, que não mediram esforços, sequer respeitaram a ética profissional exigida naquele momento! Foste a escolhida, mas o teu profissionalismo fez a diferença. Por certo, num outro espaço estarás feito um anjo – ó Enfermeira!

Envolta em brancas vestes, laboras sorridente em espaços onde somente acorrem os necessitados, por vezes, já moribundos, na esperança de encontrar algum analgésico, para amenizar um pouco os momentos sôfregos, diante de tormentosos sofrimentos ao qual alguém está acometido. Ainda que angustiada por problemas com familiares teus, sequer lembras deste, para amparar o outro ser, diante de ti, a suplicar-te socorro, sem noção do teu sofrer, e não exitas, vais oferecer teus carinhos profissionais. Partiste – ó Enfermeira, mas saiba, há um lugar especial para ti noutra querência!

A portaria do nosocômio dá o alerta, os profissionais da saúde acorrem e atendem, imediatamente, desconhecem o ocorrido e a fisionomia do paciente, sim, naquele momento, somente mais um paciente! A vida foi salva, contudo, ficará com sequelas, mas a felicidade se estampa naqueles do grupo de salvavidas. Os familiares vibram! A notícia tem asas, voa! Novamente há alvoroço na entrada da casa de saúde, agora de consternação, a tristeza toma conta e o clima feliz se transforma em revolta, a vida salva minutos antes, semeara a morte de um familiar, daqueles que impediram a fosse à posteridade. Belo ofício este teu – Enfermeira, “me salvas a vida e eu te aplaco a dor”!

Veja o médico ao teu lado – Enfermeira, procedendo a um ato cirúrgico, um ofício semelhante ao teu, porém, mais profundo, o bisturi dele faz a incisão, você auxilia. Olhe no seu rosto, lágrimas retidas, tenso, sério, mas profissional, as suturas que alinhava são lágrimas contidas, pela morte do filho, da qual, o suturado foi o protagonista. Olhe donde estás – Enfermeira, e dê forças à tua classe, essas guerreiras por vidas!