Urge a construção de acessos rotatórios nas rodovias federais e estaduais

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Rabiscando diante de um oráculo, olhos rasgando as distâncias, olhando o horizonte em névoas, instigado pela sensação de insensatez, nas marcas dos tempos, há rastros tão inclementes, tal essas fendas em rochas, esculpidas por toneladas de explosivos, viva cores contemporâneos, eternizados para todo o sempre!

Ainda que se force a mente para compreender muitas questões administrativas nesse gigante chamado Brasil, ao invés de encontrarmos respostas contundentes, ocorre o contrário, se vêem situações com gosto de fel! O amargo vem salivar na boca da gente!

Contudo, em que pese o clamor das massas, seres humanos estirados sobre o asfalto, em muitos casos, diante da falta de rotatórias nos trevos de acessos as cidades, por igual, diante da ausência de passarelas no meio urbano. A primeira conclusão: velocidade exagerada! Entretanto, convivemos com essas verdades e as balelas. Nem sempre a velocidade de um, significa segurança ou insegurança de outrem.

Aliás, quando se dá lugar à emoção se priva o cérebro de agir com a razão. Houvesse nos trevos de acessos às localidades, as chamadas rotatórias, tal se vê na região de Ibirubá, Colorado, Selbach e outros, as vidas ceifadas em acidentes ocorridos, por exemplo, na Esquina Gaúcha, talvez não tivesse ocorrido.

Outro exemplo positivo, e esse é local, no trevo da BR-285 com a ERS-344, deixou de ser fatal, com raríssimas exceções, após um esforço conjugado comunitário, mas seria obrigação do Dnit, implantando lá uma rotatória, acidentes somente acontecem por rara infelicidade dos condutores. Os redutores propostos devem ser eliminados, dando lugar aos meios mais eficientes. É óbvio que devemos considerar a permissão que cada um de nós recebe, quando reingressa no plano da vida terrena.

Onde há fumaça há fogo, diz um ditado longínquo e estribado nele, ao dar cancha pro imaginário, um abismo se abre a nossa frente, para dar lugar aos noticiosos dos grandes meios de comunicação social, os quais, se espraiam, lançando perfumes da corrupção praticada por graúdos e a má utilização da verba pública. Ora, quando um contribuinte deixa pagar seus tributos em qualquer das três esferas, logo vêm as ações pertinentes às cobranças. Ademais, há uma legislação moderna exigindo dos tribunais de contas – estaduais/federais, para que estes atuem sobre prefeitos, quando esses deixam de cobrar o contribuinte.

Vejamos nós, que os mesmos tribunais deixam de cobrar aqueles que se apropriam das verbas públicas, além do mais, existe uma legislação nacional protegendo os parlamentares brasileiros, em atos de que vamos chamar de ilegais, no exercício do cargo. Para se julgar um parlamentar ou um administrador estadual, se deve seguir uma legislação específica. Diga-se de passagem, não escapa nenhuma grei partidária no que condiz ao ilícito. Todas possuem gente séria e competente, ao mesmo tempo, elementos de conduta diversa, atuam livremente e muitas vezes, estão “revestidos” de um poder enorme dentro do partido. São decisivos!

Quantos acessos poderiam ser construídos com os recursos desviados por uma única mão? Quantos quilômetros de malha asfáltica poderiam ser construídos. Também há menções de verbas escondidas em roupas íntimas, malas, porta malas de automóveis, quiçá, de aviões, bem assim, de tantas e tantas outras formas, lesaram e lesam o erário público, diuturnamente? Os fartos noticiosos dão conta de somas vultosas tomando destino ilegal, entretanto, esses mesmos valores houvessem sido aplicados na estrutura do setor rodoviário, inúmeros acidentes poderiam ser evitados.

A ausência de uma rotatória no trevo de acesso ao município de São Miguel das Missões/RS, regionalmente falando, pois ali se localiza o único Patrimônio da Humanidade do Rio Grande do Sul, sela o desleixo administrativo, ao qual estão relegadas as rodovias, aquele reduto histórico representa o ícone do turismo regional.