Vem aí o sexto Canto Missioneiro

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Então! Certa feita, talvez, havia três anos, diante do gigantismo do evento, encorajados dissemos: Nos Tentos! Essa, uma alusão ao Canto Missioneiro. A expressão significa a robustez do festival. Nos tentos, trançado, forte, consolidado. Uma máxima! Um festival dessa natureza e grandeza, com aceitação do público e diante da importância musical, artística e cultural local/regional, jamais poderia ser relegado feito outros.

Ocorre que no passado nossa terra experimentara diversos festivais e nenhum deles fora reprovado pela população. Todavia, todos restaram “implodidos”! As razões? Ainda que pudesse opinar, o silêncio se constitui em resposta prudente. Contudo, no presente as coisas tomaram outra dimensão, embora houvesse mudança na coloração administrativa que gestou o Canto, sendo esta substituída, a sucessora, ao manter o festival, atende aos interesses da classe artística, compreendendo, letristas, escritores, musicistas, intérpretes, arranjadores e outros do ramo, envolvendo ainda, os historiadores, além da grande massa humana que aprecia a música, e é claro que o contexto histórico que dá ênfase ao Canto Missioneiro, contagia.

A população do nosso Santo Ângelo Custódio, que tanto prestigiou, honrou com a sua hospitalidade, acarinhou com fraternidade e aplaudiu com fervor aos artistas, jamais negou aplauso, pelo contrário, recepcionou-os calorosamente no palco, demonstrando a sua educação e fidalguia, próprios das gentes do nosso chão, pode ficar tranquila, o Canto Missioneiro permanece vivo, aceso, instigante e motivo de muitas pesquisas para os escritores/letristas, feito poetas da ludicidade. Vibrante para os interpretes altivos e sensível aos musicistas.

O Rio Grande quer cantar as missões e nela há um vasto manancial para ser explorado com sensibilidade em sua historicidade, missão para os compositores/letristas, visando oferecer composições com conteúdo e boa composição melódica, e em especial, argumentos aos intérpretes. Num canto feito o Missioneiro os cuidados com as letras é muito grande, eis que entre a razão e a emoção existe um vácuo, um universo! Porém, as letras podem ter conteúdo diverso do missioneiro, pelo menos, até o quinto Canto, essa máxima predominara, todavia, por óbvio, não concorriam ao troféu específico.

Desta feita, a data do Canto Missioneiro vai sofrer uma pequena alteração por coincidir a Páscoa com o último fim de semana do mês de março, portanto, conforme já estava agendado, o festival será realizado nos dias 11, 12 e 13 de abril de 2013, é claro. Cabe a todos nós preparar o espírito, robustecer as mãos para garantir o aplauso aos artistas e demonstrar o quanto é importante um festival em nossa cidade.

Mário Simon, atual Secretário de Cultura presidirá a 6ª edição do Canto, ele que diversas vezes comentou para a Rádio Santo Ângelo, juntamente com o talentoso artista Tadeu Martins, alguns dos eventos. Jairo Reis, que atua no Festival desde a sua criação, está mantido na coordenação. Ao que tudo indica, em questão de poucos dias a comunidade dos artistas e dos apreciadores da boa música, terão ciência mais aprofundada do evento. Aguardamos.

Vale lembrar que o Canto Missioneiro nasceu, passados cinco aninhos, mas já parece um veterano! Feliz foi o Prefeito Eduardo Loureiro e sua equipe, quando da sua criação e implantação, inclusive, mediante Lei específica. Sábio é seu sucessor – Prefeito Andres –, ao mantê-lo. Lucramos todos, indistintamente! Cabe lembrar que ao longo da história muita coisa se perdeu, inclusive o desperdício de verbas públicas, por meras questões de siglas partidárias, ainda bem que essas são coisas do passado. Nossa Fenamilho não se perdeu na troca do poder político, pelo contrário, houve evolução. Agora, o Canto Missioneiro da música nativa há de prosseguir! Aplausos para todos.