Verdade ou inverdade

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Durante alguns anos a América se deparou com o governo de Hugo Chávez, na vizinha Venezuela. Militar de ofício, ainda na função, Chávez tentou derrubar o governo de Carlos Andrés Pérez, em 1992, através de um golpe de estado mal-sucedido. Condenado, cumpriu parte da pena, e ao respirar os ares da liberdade, abandonou a profissão militar, passando a atuar na política, na condição de candidato máximo daquela nação, venceu as eleições presidenciais em 1998.

Os meios de comunicação daquele país enfrentaram tempos de chumbo, foram cerceados e muita gente sentiu na pele as ações ditatoriais de Chávez. Os meios de comunicação mereceram atenção especial por serem considerados veículos de informação popular. A imprensa livre foi cerceada, restando ativos, aqueles órgãos que serviam ao aparelho estatal e as estatais, o que dá a conotação do tipo de governo por ele exercido! Democrático ou antidemocrático? Todavia, a leitura pertence ao leitor.

Nas últimas décadas, em especial na América do Sul, poucos países enfrentaram um governo tão tumultuado quanto o da Venezuela, isso não permite concluir por um fracasso administrativo, pelo contrário, por vezes os governantes precisam enfrentar toda uma estrutura mantida para beneficiar determinados segmentos, é lógico, em detrimento de outros. Mas os resultados apurados nas pesquisas se apresentam com resultados ambivalentes.

Infelizmente, o que se viu na Venezuela foi a também tentativa de perpetuação no poder político, o antes militar insurgente, que se transformou em Presidente eleito, contudo, com a pena na mão, mostrou o valor que a pena tem, enquanto a oposição era aniquilada através das artimanhas políticas, bem orquestradas e lastreadas no populismo, o governante fazia crer ao seu povo, que estava ao lado dele. Por outro lado, visto está que ocorreram mudanças estruturais na vida social da nação venezuelana, bem inferiores aos índices oficiais, talvez, superiores aos manifestados pela sufocada oposição.

No Brasil, em Cuba, na Venezuela de Chávez, no Equador e na Bolívia, há um olhar de alinhamento ideológico, embora a profunda diferença entre alguns desses regimes, pelo menos na pregação. Pois foi exatamente em Cuba, de Fidel, que o chefe de Estado da Venezuela fora buscar a cura para seus males físicos. Os recursos advindos do petro-dólares não teriam persuadido dirigentes de casas de saúde na América onde a medicina está bem mais avançada ao da ilha caribenha.

Dizem por aí, de boca em boca, no tocante a primeira mandatária argentina, essa teria se deslocado ao velório do líder venezuelano, quando, repentinamente, em atitude alucinógena, abandonara o local. Fontes falaciosas ou não, sinalizaram a ausência do corpo de Chávez. Malversaram por aí que os seguranças foram localizar a Senhora Cristina no hotel, chocadíssima! A mensagem a seguir está na internet:

Cristina embarcou para a Caracas assim que recebeu a notícia da morte de Chávez e foi uma das primeiras chefes de Estado estrangeiras a chegar à Venezuela, mas seu médico recomendou que a ela que voltasse a Buenos Aires porque ela provavelmente teria problemas com o calor dos trópicos durante a cerimônia fúnebre.

Surge um, porém, o médico de Cristina Kirchner sabia da viagem da chefe da nação Argentina com destino à Caracas, por quê a recomendação veio quando da estada dela na Capital venezuelana? E agora? Verdade ou inverdade? Se Cristina Kirchner pagou um tremendo mico, há outros que embarcaram na mesma canoa! O leitor conhece alguém?