Gana Missioneira

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Datas – o próximo dia 21 nos lembra o nascimento de Cesar Passarinho, o cantor símbolo da Califórnia, ocorrido em 1949 nas plagas de Uruguaiana. O apelido passarinho era uma referência ao pai, que era chamado de ‘gurrião’ (pardal). Cesar Passarinho também era conhecido pelas pilchas, pois se identificava através de uma boina, colete branco, um pala no ombro e alpargatas. Iniciou sua carreira artística nos clubes de Uruguaiana, acompanhado grupos que tocavam música popular brasileira. Na 3ª Califórnia da Canção Nativa, em 1973, ele participou defendendo a composição ‘Último Grito’. Iniciava um romance com o festival que iria projetá-lo na música nativa, e no qual foi vencedor de quatro Calhandras de Ouro (troféu máximo do festival) e a conquista de sete prêmios de melhor intérprete. No ano de 1983, apresentou o tema que marcaria diversas gerações: Guri (João Machado da Silva e Julio Machado da Silva). Cesar Passarinho faleceu no dia 15 de maio de 1998 e seu corpo foi sepultado no Cemitério São Luís da Sexta Légua, em Caxias do Sul.

Rodeio – o rodeio crioulo antigamente era lida no campo. Nos dias de hoje, é uma festa que tem por objetivo demonstrar aos citadinos, algumas ações provocadas pela vida campeira. No Rio Grande do Sul, a Lei nº 12.567/06 instituiu o rodeio crioulo como sendo um dos componentes da cultura popular sul-rio-grandense. O parágrafo único do art. 1º assim define: “Entende-se como rodeio crioulo o evento que envolve animais nas atividades de montaria, provas de laço, gineteadas, pealo, chasque, cura de terneiro, provas de rédeas e outras provas típicas da tradição gaúcha nas quais são avaliadas a habilidade do homem e o desempenho do animal.” O rodeio crioulo gaúcho somente alcançou esta condição de ‘componente da cultura sul-rio-grandense’ devido a preservação de algumas características que passam da encilha do animal até a vestimenta dos peões. Estas características apresentadas não são cópias de outras culturas, mas fruto de ampla pesquisa histórica e igualmente da adequação dos aspectos culturais a realidade dos dias de hoje.

Rodeio Country – jamais devemos confundir ambos os rodeios: Crioulo e Country. O primeiro é típico da nossa região sul americana, com algumas variantes do Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina. O segundo, Country, o próprio nome traduz, é um rodeio americano com origem em Houston, Texas. No Brasil ganhou notoriedade através de Barretos, que historicamente nada tinha de Texano, mas sertanejo. Aos poucos o rodeio de Barretos transformou-se em uma cópia fiel do rodeio americano, a ponto de você não distinguir as características dos dois, da encilha à vestimenta do peão. Isso é ruim? Por um lado, sim, uma vez que o sertanejo perdeu sua identidade regional. Se o folclore traduz uma linguagem do povo, o sertanejo ficou mudo. Para que não ocorram estes problemas, devemos compreender as diferenças entre ambos, e jamais exigirmos para nossos rodeios as mesmas alegorias do rodeio country. O nascedouro e os objetivos entre os dois são totalmente diferenciados. Enquanto nossos rodeios são organizados por entidades federativas, com regulamentos próprios e preocupação sócio/cultural, o rodeio Country é tão somente um evento comercial, sem a preocupação com aspectos culturais.

Origem do Rodeio Country – um americano chamado Ned Buntline é considerado o inventor de heróis do oeste. Nesta condição, convidou o caçador de búfalo, mulherengo e beberrão Wiliam Frederick Cody, para ser o Buffalo Bill. Diante das imensas possibilidades do seu novo papel Buffalo Bill criou o Wild West Show, onde apresentava (e também criava) alguns mitos sobre o caubói e o faroeste, aproveitando a nostalgia dos velhos tempos, numa época em que os EUA se modernizavam rapidamente – final do século XIX. No show de Buffalo Bill, apresentavam-se os ‘charros’ mexicanos, os Beduínos da Africa, os Cossacos da Rússia e inclusive grandes ginetes da Argentina. Para designar este show, usou uma palavra Texana (mas de origem mexicana) “rodeo”.