Gana Missioneira

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Datas históricas – em 18/04/1923 ocorria o Combate do Passo do Mendonça, nas margens do rio Camaquã em Canguçu, oportunidade em que morria o Tenente Coronel da Guarda Nacional João Paulo Prestes. Este combate, um dos tantos da revolução denominada Assisista, iniciou no dia 11 de fevereiro de 1923, envolvendo os Maragatos (lenço vermelho – chamados de Libertadores), liderados por Joaquim Francisco de ASSIS BRASIL e os Chimangos (lenço branco), comandados por Antonio Augusto BORGES DE MEDEIROS. A cor do lenço, vermelho ou branco, era fator de identificação para definir o inimigo. A curiosidade fica por conta do termo ‘chimango’. Ocorre que no período do governo de Borges de Medeiros, o médico Ramiro Barcellos, seu opositor, usando o pseudônimo de Amaro Juvenal, escreveu no ano de 1915 o poema ANTONIO CHIMANGO, uma sátira que abordava a figura política do governador, comparando-o com o chimango, uma ave de rapina muito comum na campanha rio-grandense. Num dos versos do poema, Ramiro Barcellos escreveu: “Para lhes contar a vida; saco da mala o bandônio. A vida de um tal Antonio; Chimango por sobrenome; Magro como lobisomem, mesquinho como o demônio..”

Acordo de Paz – a revolução Assisista, apesar da violência que acompanha todas as revoluções, não foi tão sangrenta quanto à de 1893 (Revolução Federalista, ou Revolução das Degolas). No dia 7 de novembro de 1923, na localidade de Pedras Altas foi assinado o acordo de paz entre maragatos e chimangos, porém com uma condição: Borges de Medeiros não poderia mais concorrer à Presidência do Estado do Rio Grande do Sul.

História – cada povo tem sua própria história, que é o registro de acontecimentos que influenciaram na vida econômica, social e cultural de uma sociedade. E quanto maior for o conhecimento desses registros, maiores as chances de um povo preservar a sua identidade cultural. Sabemos que cultura e sociedade são dependentes, pois a primeira faz com que a sociedade mantenha uma unidade, amenizando os conflitos que surgem naturalmente, enquanto a sociedade em seu comportamento coletivo dá a sua cultura uma manifestação expressa. Por isso é importante conhecermos o chão onde pisamos, saber nossas origens e valorizar os costumes, folclore, arte e história de sua terra.

Cinema Cisne – quando se fala em cultura, história e tradição, não podemos deixar de citar nosso cinema Cisne, que há 54 anos, de forma ininterrupta abriga a sétima arte, não sem antes enfrentar difícil embate. A falta de apoio governamental, o vídeo-cassete, o DVD, a pirataria, a violência e a crise financeira afastaram duramente o publico dos cinemas e quase fizeram o ‘velho’ Cisne sucumbir. Se olharmos para o interior do estado, pouquíssimas cidades ainda possuem um espaço destinado a reprodução de filmes com qualidade. Mas esta persistência em manter o cinema Cisne com suas portas abertas deve-se a valorização que seu proprietário Flavio Panzenhagen dá a memória e aos sonhos de seu pai Hélio Carlos Panzenhagen. Sem este respeito e carinho à história plantada por seu pai, talvez o Flavio já tivesse aceitado alguma das inúmeras propostas apresentadas até mesmo por igrejas evangélicas, podendo apenas receber uma remuneração mensal sem maiores esforços. Para muitos, seria o ideal, mas para quem possui ideais, não há dinheiro que possa comprá-los.

Tchencontrão Farroupilha – no próximo dia 28 de abril o GDF Os Farroupilhas realizará um evento para valorizar sua história, nascida há 30 anos na E.E. Madre Catarina Lépori. As invernadas de danças dente de leite, mirim e juvenil estarão recepcionando e homenageando amigos que integraram a invernada adulta em décadas passadas. O evento será animado por Claudio Vargas e grupo Gana Missioneira. Cartões serão comercializados a R$ 15,00.
Gana Missioneira – sucesso popular no 5º Canto Missioneiro com a música “O Melhor Lugar Que Há”, o grupo capitaneado por Claudio Vargas irá se apresentar com amigos no dia 18 de maio no teatro Antonio Sepp. Ingressos antecipados a R$ 5,00 (cinco reais). Vale a pena prestigiar os talentos da nossa terra, que estão construindo sua história na arte musical sul-riograndense.

“O pior dos defeitos e imaginar-se isento deles” (Bottach)