Gana Missioneira

0
129

Aniversário – a data de hoje assinala o nascimento de um dos mais consagrados tradicionalistas do século XX: Glaucus Saraiva da Fonseca. Nascido em São Jerônimo, 24 de dezembro de 1921, faleceu em Porto Alegre em 17 de julho 1983. Foi um poeta gaúcho, da poesia crioula, tradicionalista, folclorista, historiador, professor, pesquisador, escritor, conferencista, músico, e compositor brasileiro. É personagem importante do tradicionalismo gaúcho, juntamente com Paixão Cortes e Barbosa Lessa. Idealizou e tornou realidade o IGTF – Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, órgão vinculado a Secretária de Estado da Cultura, instituído pelo Decreto n.º 23.613, de 27 de dezembro de 1974, tendo sido seu primeiro diretor técnico, e o Parque Histórico General Bento Gonçalves da Silva, na Estância do Cristal, em Camaquã, e o Galpão Crioulo do Palácio Piratini, que pelo Decreto Estadual nº 31.204, de 1º de agosto de 1983, passou a chamar-se Galpão Gaúcho Glaucus Saraiva

Natal – a representação da Virgem Maria com o Menino Jesus surgiu inicialmente em pinturas, mosaicos e baixos relevos. Da mesma forma, frequentemente a representação dos Reis Magos. A festa de Natal propriamente dita surgiu tempos depois, e teve um objetivo pedagógico, ao narrar aos cristãos as histórias bíblicas.

Presépio – nos primeiros registros e figurações de Natal não é propriamente o presépio que aparece, mas tão somente a Virgem Maria e o Menino Jesus. Somente no século XIII (1223), na cidade de Greccio, na Itália, São Francisco montou o primeiro exemplar de presépio, usando manjedoura e figuras esculpidas. O surgimento do presépio é cercado de lendas e as figuras possuem uma simbologia especial. No Brasil o presépio chegou juntamente com os Jesuítas a partir de 1854, adaptando-se e incorporando elementos do folclore. Existe uma lenda em torno do presépio, segundo a qual São Francisco montou e não incluiu o Menino Jesus na cena, deixando vazia a manjedoura. Na noite de Natal, quando rezava uma missa, a imagem teria aparecida nela. Outra crendice do povo relaciona-se ao galo que anunciou o nascimento de Jesus. Há uma raça deles, nascidos de ovos chocados três semanas antes do Natal, cujo canto é especial.

Árvore de Natal – conta uma lenda que São Vilfrido, monge anglo-saxão nascido em 634 d.C., começou a pregar o cristianismo na Europa central e encontrou crenças pagãs arraigadas entre os povos. Uma delas era de que um espírito habitava num pé de carvalho. Para terminar com essa crendice, ele resolveu cortar a árvore existente à frente da igrejinha. Conta-se que naquele instante formou-se uma enorme tempestade e um raio partiu o velho pé de carvalho em quatro pedaços, porém um pinheirinho que se encontrava ao lado, como que por milagre, ficou intacto. Para São Vilfrido esse foi um sinal divino e por ser poupado pelo senhor, o pinheirinho representava uma árvore da paz e inocência. O primeiro registro de um pinheirinho enfeitado data de 1570 na cidade de Bremem. Era uma arvorezinha de ‘Tâmaras’, pequeno pinheiro decorado com maças, nozes, tâmaras, rosquinhas e flores de papel. Entretanto, o 1º registro conhecido de uma árvore de natal enfeitada no interior de uma residência, dá-se em 1642. A partir de 1880 inicia-se a fabricação de bolas de vidro sopradas, pintadas, os enfeites artesanais, cristais, crochês, trenó, miniaturas, bengalinhas, uso de velas e depois substituídas por lâmpadas. A tradição do presépio enfeitado chegou ao Brasil com os imigrantes alemães.

Prece de Natal – “Aí quanto desejo! – muita coisa, temos a pedir, Nosso Senhor! Primeiro saúde, não só para nós, mas para tanta criancinha enferma, tanto homem ferido, para toda a gente que sofre e que treme. Em seguida abundância – nem ouro, nem prata, Nosso Senhor – a simples fartura natural, água nos rios, colheita nos campos, meninos gordos brincando. Tendo saúde e a fartura, termos também a alegria, já nem precisa pedir. Contudo, Nosso Senhor, tudo isso será baldado, se não vier a frente a principal de todas as dádivas, aquela por quem muitos corações suspiram, o dom sem o qual não haverá saúde nem alegria. Falo da PAZ, Nosso Senhor. Fim da guerra entre os homens, concórdia e fraternidade no meio de nossas diferenças. Paz, sim, aquela mesma paz que desde o primeiro Natal os vossos anjos estão pedindo.” (Raquel de Queirós)

A todos os leitores e amigos, nossos desejos de um abençoado Natal, lembrando que este é o momento para lembrarmos a importância da humildade, perdão, paz, fé, amor e caridade. Não devemos nos contaminar pela mídia, evitando os excessos de consumismo, primando mais pela espiritualidade.