Vidência infantil

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Até os sete anos o ser humano não está completamente materializado. Não é rara a constatação de pais surpreenderem filhos em animados papos com os chamados “amigos imaginários”. E os amigos verdadeiramente não são imaginários… Ou de receberem das crianças informações sobre entes queridos desencarnados. Muitos deles ainda retidos em suas antigas residências, saudosos dos familiares uns, outros apegados ao imóvel registrado no assento imobiliário em seu nome. Os adultos, com exceção dos videntes, não enxergam nada. E não levam a sério o que dizem os filhos ou netos. Mas é bom levar a sério. Como é o caso de leitora da coluna, que me escreveu:

– O meu marido faleceu há três anos nesta cidade. Na ocasião, minha nora estava grávida e, logicamente, o avô não conheceu o neto. De uns dias para cá, o neto tem se mostrado inquieto, com medo de algo. Perguntado sobre o que acontece, o menino, de dois anos e seis meses, fala no vovô, que enxerga o vovô. Há lugares da casa em que ele não quer ir.

Mara Lane Zardin, farmacêutica num grande hospital de Porto Alegre, também traz seu depoimento, a propósito:

– Minha filha Júlia (neta do cardiologista João Batista de Almeida Flores, professor de Medicina Legal na Faculdade de Direito, desencarnado há algum tempo), até os seis ou sete anos tinha visões de desencarnados. Entre os três e os cinco anos, a Júlia comparecia a uma creche, onde ela dizia que o Rafael era o seu melhor amigo. Inclusive pedia para levar lanche para o amigo. Nunca vimos o Rafael, mas ela apontava o local onde ele estava com absoluta segurança. E seguia brincando com ele. Em conversa com a direção da creche, fiquei sabendo que o menino Rafael caiu de uma escada e faleceu na própria creche.

Alessandra Verri é filha do Antonio Verri e da Maria Verri. O Antonio, conhecido como Burrinho, era vastamente relacionado na cidade, sempre lidando com restaurantes e sempre pronto para uma conversa misturada de política e futebol. A Maria era quem preparava a sopa de mocotó nos dias gélidos santo-angelenses e dizem que ninguém preparou melhor do que a Maria, que depois se tornou massagista bem requisitada pelas pacientes. Como todo mundo, o Burrinho e a Maria retornaram à Vida Espiritual. A Alessandra faz relato sobre o tema que envolve a vidência de crianças:

– Meu sobrinho está com sete anos e tem muito presente a vó Maria em sua vida. Faz quatro anos que a mãe fez a passagem dela para a Vida Espiritual. Mas o sobrinho fala muito nela e conta que a vê seguidamente E quando fala, os olhos dele brilham de felicidade.

Os três depoimentos trazidos à coluna partiram de pessoas insuspeitas, dignas de crédito. Nenhuma delas é espírita. Nenhuma delas tem interesse em inventar histórias. O leitor interessado poderá pesquisar e encontrará outros depoimentos e outras explicações.
A PALAVRA DO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ, pelo lápis do Chico Xavier: “Quem ora a favor dos outros, ajuda a si mesmo”.

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