As antiguidades radiofônicas de Rudimar

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 Quem passa pela esquina das ruas Inocêncio Silva com Raul Oliveira, no Bairro Ditz, é imediatamente transportado para o passado. Isso porque Rudimar Alves dos Santos, massoterapeuta, expõe, na calçada de sua casa, uma grande coleção de rádios antigos, remetendo diretamente à Era de Ouro do popular veículo de comunicação. Além dos rádios, a coleção conta com eletrolas, vitrolas, relógios cucos, talhados a mão na Alemanha, um piano Hering e cerca de 1.200 discos de vinil e de carvão.

À sombra de uma árvore, em uma tarde quente de novembro, “proseamos” ao som de um disco do velho e saudoso Teixeirinha, que muito tocou nos rádios que Rudimar coleciona. Ali, naqueles minutos de conversa, conheci algumas raridades feitas em discos de carvão, como o disco “Alguém como tú”, de Dick Farney, discos de tango de Lorenzo Francisco Canaro, ou ainda o disco “Mulher Rendeira”, do Trio Marabá.
E ali, naquela sombra, Rudimar contou sua história como colecionador, que começou há 15 anos: “Vi uma grande coleção em Santiago e, como eu sou um apaixonado por rádio e por antiguidades, resolvi montar a minha própria coleção”, conta.

Ele adquiriu grande parte do seu acervo de pessoas conhecidas pelo seu trabalho de massoterapeuta. “Trabalho a domicílio e assim, acabo conheçendo muitas gente. Fui adquirindo alguns objetos de pessoas que não queriam mais suas antiguidades. Também adquiri algumas peças em leilão”, complementa.

TUDO À VENDA

Aos aficionados por antiguidades e apaixonados pelo rádio, uma notícia que aguçará a curiosidade: a coleção está à venda, pois Rudimar não tem um bom espaço para abrigá-la. A sala onde guarda sua coleção, também é o seu local de trabalho como massoterapeuta. “A maior dificuldade de se ter uma coleção como essa é ter um local adequado e arejado para a melhor conservação das peças”, observa.