Professores públicos estudarão a história e a cultura guarani

0
105

 Professores da rede pública municipal e estadual de Santo Ângelo e da região das Missões voltarão à sala de aula para conhecer com profundidade a Cultura e a História Indígena Guarani.

A partir do dia 28 de março, os docentes participarão de curso de extensão promovido pela Universidade Federal da Fronteira Sul-UFFS, campus de Cerro Largo, preparando-se para ensinar a partir de 2013 a temática indígena, cumprindo princípios da Lei de Diretrizes e Bases da Educação-LDB (9.394/96).

Coordenado pela professora Bedati Finokiet, doutoranda em Antropologia Social, o curso que se estenderá até dezembro de 2012, faz parte de uma parceria entre a UFFS, a SMEd de Santo Ângelo e a 14ª Coordenadoria Regional de Educação.

Explica a professora que seu objetivo é promover a diversidade, a prática e o diálogo intercultural, através do aprofundamento das reflexões e estudos acerca da inclusão no currículo oficial da rede de ensino à obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.

“Estaremos subsidiando os professores e fomentando o debate sobre categorias como multiculturalismo e pluralidade étnica”, comenta Bedati Finokiet.

Segundo ela, os encontros serão mensais, tendo por local a Smed de Santo Ângelo, com palestras e oficinas para os participantes, abordando temas como Educação, Cultura e História Indígena.
A coordenadora ressalta que no decorrer do ano, o projeto contará com a participação de dois indígenas da etnia Guarani, que vivem na Aldeia Tekoá Koenju (Alvorecer), em São Miguel das Missões, o cacique Ariel Ortega e a professora bilingue Patrícia Ferreira.

Através dessa participação, os professores terão a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre o “modo de ser Guarani”, interagindo e dialogando com dois representantes dessa parcialidade indígena.

Além deles, o curso terá a contribuição do antropólogo Rodrigo Venzon, que é responsável pelo setor de Educação Indígena na Secretaria Estadual de Educação do Estado do Rio Grande do Sul.
No final do curso, diz a coordenadora Bedati Finokiet, será produzida uma cartilha pelos próprios professores, com o intuito de servir como subsídio teórico e metodológico para as escolas do município.