Capoeiristas de Mendoza se integram com santo-angelenses

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Em visita à capital das Missões, grupo aprende novas técnicas do esporte e da cultura popular

Um grupo de capoeiristas de Mendoza, na Argentina, passa alguns dias em Santo Ângelo para aprender novas técnicas e se integrar com outros praticantes do esporte. Eles participaram no último final de semana do Ginga Missões, um encontro no Centro Municipal de Cultura que reuniu capoeiristas de diversas cidades gaúchas e catarinenses, e permanecem por alguns dias para aperfeiçoar sua prática e conhecer mais da cultura brasileira.

Acompanhados do mestre Vladimir Farias, o grupo esteve na terça-feira no Jornal das Missões. Conforme explica Vladimir, há oito anos o trabalho do grupo Recôncavo, de Santo Ângelo, foi expandido para outras cidades, como Rio Grande, São José do Norte e Santiago, no Rio Grande do Sul, Joaçaba (Santa Catarina) e Mendoza (Argentina). “Procuramos fazer as aulas em português, ensinar como fazemos aqui, pois os argentinos e os brasileiros aproveitam esse intercâmbio para melhorar o idioma também”, afirma o mestre de capoeira.

A capoeirista Aldana Macarena Arijon destaca que é bom promover esse tipo de intercâmbio “para conhecermos o local onde nasceu a capoeira, o Brasil”. Ela está a cinco anos praticando esta cultura, e conta que em sua cidade existem dois grupos, um adulto e um infantil. A jovem veio a Santo Ângelo acompanhada de Cecília Reta, Florência Sajl, Marcelo Bildoza, Ivo Binia, Giuliana Caterino, Narela Frigerio, Edmondo Tricario (italiano, natural de Milão) e Maurício Villegas. Ainda estiveram em Santo Ângelo Rodrigo e Josefina Reta, que na terça-feira haviam ido a Santiago.

O italiano Edmondo Tricario está há um ano na Argentina, e diz que pratica capoeira porque tem paixão por artes marciais. Professor de jiu-jitsu, afirma que gosta dos encontros e da luta em si, mas não gosta de competição. “A capoeira ajuda no desenvolvimento natural do corpo”, conclui.

Maurício Villegas aprende capoeira no grupo adulto e ensina para as crianças há dois anos. Estudante de Educação Física, afirma que a capoeira “é uma cultura integral para ensinar, pois tem a dança, a música e o idioma. Tem estratégia também. É completo para o corpo e a mente”.

Giuliana Caterino, por sua vez, afirma que é preciso divulgar a capoeira, “para que se preserve essa cultura”. Ivo Binia, outro integrante do grupo, ressalta que a capoeira pode transmitir valores como respeito, disciplina e integração. “É um esporte com muitas qualidades”, completa.