Clássica final entre Olympia e Tamoio completa 30 anos hoje

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Times de Santo Ângelo disputaram o título do Campeonato Estadual de Futsal em 1985

A histórica final do Campeonato Estadual de Futsal de 1985 entre as equipes santo-angelenses Olympia e Tamoio completa 30 anos hoje e personagens que participaram da partida, dentro e fora de quadra, relembram os fatos que marcaram o confronto, disputado no Ginásio Marcelo Mioso.

A decisão entre as duas equipes de Santo Ângelo foi um dos episódios dos tempos de glória do futsal do município. Quem esteve presente conta que o ginásio foi pequeno para tanta torcida que lotou o espaço. As notícias na época relatavam que grande número de pessoas teve de acompanhar o jogo do lado de fora do local.

A partida acabou em 2 a 2, resultado que deu o título ao Olympia, que tinha a vantagem do empate. Em 1983 o Olympia já havia sido vice-campeão estadual e posteriormente participou de mais cinco finais.

Na época, Hélio Costa exercia funções como técnico e como presidente do Clube campeão. Ele conta que “Santo Ângelo chegou a ter três times de referência no futebol de salão: Tamoio, Elite e Olympia, o ‘filho mais novo’. Uma das origens da paixão pelo futebol de salão teve origem no torneio de verão do Clube 28, que era formador de jogadores. Os jogos pelo torneio eram realizados quase todas as noites e a sociedade em geral os acompanhava”.

A maior parte do trabalho era feita de forma amadora, tanto no Olympia, quanto no Tamoio. Os jogadores trabalhavam de dia e treinavam de noite. Após o título de Campeão Estadual em 1985 o Olympia conseguiu um patrocinador e pela primeira vez os atletas foram remunerados. Com isso, jogadores da região e até mesmo do Internacional e da Seleção Gaúcha foram trazidos para o Olympia. Assim como, Tamoio e Olympia tinham jogadores convocados para a Seleção Gaúcha na época.

Hélio Costa ressalta que “independentemente das qualidades técnicas, o Olympia era um time que tinha muita força, muita determinação e um amor muito grande pela equipe”. Olympia e o Tamoio se caracterizaram na época como clubes família, onde as esposas e filhos dos jogadores acompanhavam o grupo nos jogos fora. “E este apoio dos familiares era muito importante”, completa Costa.

Com o título estadual, o Olympia disputou em 1986 o campeonato Brasileiro, no qual foi mantido praticamente o mesmo plantel, com o objetivo de valorizar os jogadores da casa. Antes da competição nacional, o Olympia disputou 24 amistosos no Estado e venceu 23.

“O Tamoio tinha um trabalho muito forte, encabeçado pelo patrono Assis Escobar, que tinha uma força muito grande na forma de dirigir o clube, o que exigia que nós a tivéssemos também para poder concorrer”, finaliza Hélio Costa.

HISTÓRIAS "EXTRACAMPO"
Na época, Mário Jacques era chefe de torcida do Tamoio e como torcedor assíduo, desmaiou no segundo gol do Olympia. Os torcedores se reuniam antes das partidas para picar papel para jogar na hora dos jogos e pintar faixas. “Os confrontos no futebol de salão eram uma espécie de Gre-Nal, tamanha a rivalidade entre os times”, relata o torcedor.

CURIOSIDADE
Dentro da quadra, pessoas da mesma família jogavam em lados opostos. Era o caso dos líderes das equipes. Luizão, capitão do Olympia, era cunhado de Joãozinho, capitão do Tamoio.