Grupo de capoeira da Argentina treina em Santo Ângelo até janeiro

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Eles treinam com o seu mestre, Vladimir Farias, do Grupo Recôncavo de Santo Ângelo

Para se aperfeiçoar na arte da capoeira, um grupo de 15 argentinos está em Santo Ângelo desde o dia 15 de dezembro, quando foi realizado o Ginga Missões. “Foi o melhor evento de capoeira da minha vida. Com certeza, para os que participaram do evento, existe o antes e o depois do Ginga Missões”, relata um dos instrutores do grupo, Gabriel Padilla.

Vindos de Mendonza, tradicional região vinícola perto da Cordilheira dos Andes, eles ficam até o início de janeiro na cidade.

Eles treinam com o seu mestre, Vladimir Farias, do grupo Recôncavo de Santo Ângelo. O grupo argentino é uma extensão do Recôncavo, o único naquele país. “A nossa ideia é ficar até o início de janeiro treinando com o nosso mestre. Desenvolvemos treinos diários, no turno da manhã. Quero agradecer a Santo Ângelo, porque fomos muito bem recepcionados e também por nos disponibilizar o uso do Centro de Cultura para praticarmos. Também quero agradecer ao nosso mestre Vladimir, pelos ensinamentos”, ressalta.

Os jovens, que encararam uma viagem de 35 horas pelas estradas argentinas e brasileiras, dividem um apartamento no centro de Santo Ângelo e fazem parte do único grupo formal de capoeira de Mendoza, que no total possui 45 integrantes. “São poucos grupos de capoeira na Argentina. Ela é mais difundida nas regiões de Córdoba e Buenos Aires.”

Com cinco anos de prática, o instrutor Gabriel acredita na capoeira como um estilo de vida e trabalha a filosofia com o grupo, aprendida primeiramente com o mestre Vladimir. “A capoeira não só trabalha o corpo, mas também a agilidade mental, valores, disciplina. É um estilo de vida. Nós procuramos estimular o estudo e a instrução, para enriquecer o grupo”, salienta.

EXPERIÊNCIA

Rodrigo Reta, 23 anos, estudante universitário de Economia, já está desde setembro em Santo Ângelo, veio para treinar para o Ginga Missões e depois se juntou ao grupo. “Vim também para conhecer melhor a cultura, a cidade e melhorar o português. Até já dei aula de capoeira em uma escola daqui e achei muito boa a experiência”, observa.

Além das aulas, o grupo aproveita a oportunidade para conhecer a história das missões e fazer turismo. “As pessoas são amáveis e receptivas. Já conhecemos alguns pontos turísticos da região. Aproveitei para tirar muitas fotos e mostrar para os amigos e minha família quando eu voltar para a Argentina. A experiência é fantástica”, revela a integrante do grupo, Florencia Cannata, 26 anos.