Jogadores tiveram de cumprir dupla jornada o ano inteiro

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Além dos treinamentos de futsal, muitos atletas possuem outra profissão

Para chegar ao título da Série Prata 2012, os jogadores da Asaf tiveram que cumprir dupla jornada. Como a maioria dos jogadores desempenha outra profissão ou estuda, além do futebol, os treinamentos ficaram restritos ao turno da noite.

Mesmo não sendo o ideal para a disputa de uma competição de alto nível, o esforço dobrado dos atletas compensou a restrição de horários. “Com certeza trabalhar durante o dia e treinar à noite é complicado. Porque tu vem de um dia exaustivo de trabalho e tem que estar 100% pra treinar bem, ainda mais o treino sendo tão tarde da noite. Mas para mim o futsal é tão importante que essas dificuldades a gente supera”, avalia Juliano Krentkoski, que trabalha nos Correios.

No caso do goleiro Márcio, que estava a cerca de um ano sem atuar profissionalmente, os treinamentos específicos para a posição foram essenciais. “O trabalho do Japa (preparador de goleiros) foi essencial para mim”, observa.

De acordo com André Ferreira, o Japa, Márcio se exigia muito nesses treinamentos. “Se eu chutava dez bolas para ele, o Márcio pedia vinte. O crescimento do Márcio na competição se deu pela entrega dele”, complementa.

Márcio é educador físico e trabalha na Equilíbrio Academia. “Me formei em 2002. E sempre tive essa preocupação de fazer um curso superior além de jogar futebol. Tive muito apoio do Guto (ex-jogador da Asaf e proprietário da academia), que me deu força e liberou para os treinamentos”,

O PRIMEIRO TÍTULO

Robe, que pela primeira vez participou de uma competição estadual de futsal, também foi um dos que cumpriram dupla jornada. Durante o dia, ele trabalha na fabricação de troféus e medalhas, na Stadium, e à noite treinava com o grupo. “A gente teve de cumprir uma rotina de trabalho, academia, treinos, além da família. Mas com o título todo esse esforço foi recompensado”.

Ele foi campeão na primeira vez em que disputou um estadual. “A gente não sabe se chora, se ri. É uma coisa fora do normal. Eu sempre tive esse sonho e, com 30 anos consegui realizar. Por trás de tudo isso tem a família, que deu todo o apoio necessário”, relata o jogador.