Pelada aos finais de semana é uma diversão para Heldo Nied

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Esbanjando saúde, o aposentado santo-angelense de 82 anos fala sobre a sua paixão: o futebol

Aos 82 anos, o aposentado missioneiro Heldo Nied ainda esbanja saúde e vitalidade. Todos os sábados, joga uma partidinha da famosa pelada, no Ginásio João Dalla Corte. Heldo, que sempre gostou de futebol, conta que nunca jogou profissionalmente, apenas nos campos de várzea por divertimento. Com saudosismo ele conta como era a bola em sua época. “Jogávamos com uma bola feita de couro, que tinha uma câmara por dentro, como uma bexiga. Quando murchava, abríamos a bola, enchíamos a câmara e depois costurávamos novamente”, comenta Heldo.

Heldo explica que o dono da bola era quem tinha mais poder aquisitivo. “Quando criança sempre havia um que era o dono da bola; ficávamos batendo bola ao lado do campinho dos adultos, ali montávamos nosso campo e batíamos bola, sem brigas, só pela diversão”, lembra.

Em 1960, aos 26 começou a jogar futebol de salão, que “hoje é chamado de futsal”, com amigos em diversos ginásios santo-angelenses. “Já joguei na Sagrada Família, no agora Ginásio Marcelo Mioso, no Colégio Santo Ângelo, Escola Concórdia e no Sesi. Só parava quando me machucava”, acrescenta.

Gremista, ele lembra com emoção da “seleção” de 1983, dos jogadores Mazarópi e De León, que conquistou o Mundial Interclubes, famoso Campeão do Mundo. “Sinto saudades do Grêmio de antigamente. Quando escutávamos só pelo rádio. Os jogadores se machucavam mais, porque não tinha tanto preparo físico.”

Sempre jogando com amigos, que já são falecidos, agora os toques de bola são com os filhos e netos das suas amizades. “Tem gente de 40, 50 anos e tem guris também que jogam. O time é bem misturado. Mas agora eu me cuido, não entro em campo como antigamente, tomo mais cuidado para não me machucar”, lembra.

Para Nied, a pelada dos finais de semana é uma diversão, pois ele se exercita para manter a qualidade de vida. “Faço ginástica 4 vezes por semana, em casa mesmo. Aprendi no grupo da terceira idade da URI. O futebol é mais diversão, amizade.”