‘Planejamento maior é formar jogadores que possam integrar a equipe profissional em 2016’

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Técnico da SER Santo Ângelo, Valdir Habowski (Caçula), em entrevista ao Jornal das Missões

A equipe da SER Santo Ângelo tem pela frente o desafio de disputar duas competições simultâneas, a Copa Sub 19 e a Super Copa Gaúcha Luiz Fernando Costa, competição em nível profissional. Pela primeira, que ocorre através da formação de grupos, o time santo-angelense já disputou três partidas. Sua estreia foi com goleada de 4 a 0 em clássico regional contra o São Luiz de Ijuí, mas a equipe não conseguiu repetir o resultado e foi derrotada nos confrontos com SER Panambi e Riograndense. Pela Super Copa Gaúcha, que ocorre no formato mata-mata com jogos de ida e volta, a estreia da equipe foi ontem, em casa, contra o Farroupilha de Pelotas. O jogo de volta será na quarta-feira (12). A equipe que obtiver o melhor resultado nas duas partidas segue na competição (até o fechamento desta edição o jogo não havia encerrado). Em entrevista concedida para o Jornal das Missões, o técnico da SER Santo Ângelo, Valdir Habowski (Caçula), comenta a preparação da equipe para as competições e planejamento para o próximo ano.

Jornal das Missões: Qual é o planejamento para a disputa das duas competições e quais as expectativas de resultados?
Valdir Habowski (Caçula): Dentro do planejamento que foi traçado, estamos com um plantel de formação, com meninos de 17 a 20 anos de idade. Temos duas competições para disputar, a Copa Sub 19, que é uma competição por chaves, e esta outra competição paralela, que é a Super Copa Gaúcha Luiz Fernando Costa. Em ambas haverá a atuação dos mesmos atletas. Porém, o Clube poderá agregar jogadores experientes, em torno de quatro ou cinco, até para dar uma tranquilidade a mais para os meninos que estão começando na competição. A expectativa é boa, pois o planejamento maior é chegarmos no final do ano e poder contar com em torno de 10 a 12 destes atletas para a disputa da Divisão de Acesso de 2016. Esse é o planejamento maior.

JM: Como será disputar a Super Copa Gaúcha, uma competição em nível profissional, com os meninos da Sub 19?
Caçula: Na Super Copa, por ser mata-mata, aquele que não obter o melhor resultado nos dois jogos não continua na competição. Gols classificados fazem parte dos critérios de desempate. A ideia é fazer bons jogos, sabemos que vamos jogar contra equipes mais fortes, contra atletas mais experientes. Mas, temos condições sim de fazer resultados e seguir na competição. Vamos enfrentar equipes que têm em sua maioria jogadores experientes. Como estamos só com os meninos, com certeza é mais difícil.

JM: O Clube poderá agregar reforços para a disputa desta competição?
Caçula: Serão agregados atletas mais experientes na Super Copa, atletas profissionais. Inclusive para este primeiro jogo contra o Farroupilha irão participar o Locatelli e o Diniz, que são atletas experientes. Conversamos com mais três ou quatro jogadores que poderão integrar a equipe, um zagueiro, dois atacantes e um meio-campo.

JM: Como funciona a remuneração dos jogadores da Sub 19, eles possuem alguma ajuda de custo?
Caçula: Alguns têm contratos profissionais, outros têm contrato amador. Os atletas que são de Santo Ângelo residem em suas casas, onde fazem sua alimentação. Os atletas que moram no Estádio ganham alojamento e alimentação do Clube e, por ventura, isso depende do acerto de cada um, alguns têm ajuda de custo mensal.

JM: Quantos atletas fazem parte do plantel?
Caçula: O grupo é composto por 30 atletas. São 18 da cidade de Santo Ângelo, com meninos de 17 a 19 anos e 12 atletas de fora que estão alojados.

JM: Qual a situação financeira do clube?
Caçula: A situação financeira da SER Santo Ângelo não é diferente das demais equipes do interior do Estado. É difícil, são poucos recursos que vêm de fora. Da Federação Gaúcha não vêm nada. Por ser uma competição que não tem muita expressão, os próprios empresários não contribuem muito, diferentemente da Divisão de Acesso, quando temos apoio maior, até porque é um campeonato mais atrativo. Mas está dentro do esperado. A diretoria sabe disso, que a estrutura é mínima, mas estamos conseguindo manter o Clube em atividade, o que é o mais importante.

JM: Quais as expectativas para o ano de 2016?
Caçula: Ter esses novos atletas que estão sendo formados este ano. O planejamento final é conseguir captar de 10 a 12 jogadores que possam compor o plantel do profissional em 2016. Este é o objetivo maior.