Ricardo Teixeira deixa a presidência da CBF

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Vice-presidente da entidade, José Maria Marin, assume o cargo

O presidente em exercício da CBF, José Maria Marin, anunciou nesta segunda-feira que Ricardo Teixeira deixou, de forma efetiva, a presidência da entidade. Marin afirmou que Teixeira deixou uma carta renunciando ao cargo. Quem assume a vaga é o próprio Marin, vice-presidente da entidade, até 2014.

Há 23 anos à frente da CBF, Teixeira teve o nome envolvido em sérias acusações no Brasil e no exterior. Entre outras suspeitas, o cartola estaria envolvido com lavagem de dinheiro e evasão fiscal. Em 2008, ele teria recebido cerca de R$ 9 milhões, via outra empresa, a Ailanto, para promover o amistoso entre Brasil e Portugal, realizado no Gama (DF).

Ricardo Teixeira, de 64 anos, também possui histórico de problemas cardíacos. Em 2001 e 2004, ele chegou a ser submetido a angioplastias (desobstrução de artérias). Enquanto o país vive a expectativa da preparação da Copa do Mundo de 2014, o presidente da CBF passa por momentos de exposição negativa.

Teixeira coleciona escândalos e suspeitas de operações fraudulentas e criminosas, desde lavagem de dinheiro à venda ilegal de pacotes turísticos para a Copa no Brasil. Isso irritou a opinião pública e as torcidas, que se organizaram para protestar contra o cartola e pedir sua saída da presidência da CBF, cargo que ocupa há 23 anos.

O estatuto da CBF prevê que quem assume a presidência é o vice-presidente mais velho. O cargo, então, seria ocupado por José Maria Marin, ex-presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), que virou motivo de ironia da imprensa recentemente por embolsar uma medalha que seria dada aos jogadores do Corinthians, campeões da Copa São Paulo.