Sobre a cobrança por reforços, diretor-executivo do Santo Ângelo diz que o clube está se reestruturando financeiramente

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Edson Machado ainda fez críticas à imprensa e cobrou maior apoio da população

Depois da fraca atuação e da derrota do Santo Ângelo em casa diante do São Luiz na última quinta-feira (3), por 2 a 0, em amistoso, o diretor-executivo de futebol, Edson Machado, e o treinador Elton Petry falaram sobre a cobrança por reforços e, ao mesmo tempo, a realidade financeira do clube – que, hoje, não permite contratações que envolvam altos valores.

“Eu queria trazer muita notícia boa para o torcedor, para a imprensa, mas infelizmente nós trabalhamos com uma realidade. Tive o prazer de escutar a locução da rádio e vocês o tempo inteiro cobraram reforços. Só que vocês precisam entender que nós temos um planejamento financeiro”, disse o dirigente, em entrevista ao repórter Paulo Vianna, da Rádio Santo Ângelo.

AÇÕES TRABALHISTAS
Além de pedir maior apoio da população para o fortalecimento financeiro do clube, Edson frisou que a direção está pagando dívidas antigas e respondendo a ações trabalhistas. “A verdade é que o Santo Ângelo, hoje, estaria quebrado”, afirmou. “O pessoal não gosta que falem isso, já estão falando na rua que o Edinho é isso, que o Edinho é aquilo, porque o Edinho fala a verdade e as pessoas não gostam da verdade.”

Para o dirigente, o Santo Ângelo precisava ter feito um trabalho de reestruturação, tendo como um dos pilares as categorias de base. Ele disse que vê “com muita tristeza” clubes do interior passando por dificuldades financeiras por, na visão dele, não existir o apoio das comunidades. “O que precisamos entender de uma vez por todas é que existe uma comunidade do interior, que é forte. As pessoas hoje não estão mais buscando a Capital, porque as universidades estão no interior, as oportunidades de trabalho estão no interior, e o futebol também está no interior”, analisou.

CRÍTICAS À IMPRENSA
O dirigente também fez críticas à imprensa. Quanto ao público que foi prestigiar o amistoso, Edson afirmou: “Acho que o principal culpado, hoje, são vocês (imprensa). Se vocês realmente fizessem alguma coisa para nos ajudar em termos disso, nós poderíamos ter um público diferente. Vocês são formadores de opinião e fazem comentários maldosos. Então, o que acontece? Nós temos que ter a tranquilidade de saber que o comentário destruidor destrói, e o comentário que constrói, constrói. Então, precisamos entender o que é comentário para destruir e o que é comentário para construir”.

Na visão de Edson, o trabalho atual é bastante voltado ao aproveitamento da base e à reconstrução do clube. “Até o final do mandato do Plínio Pereira (presidente), nós vamos fazer isso. Nós não vamos fazer loucura. Nós vamos deixar um clube sadio para a próxima administração. E eu posso garantir uma coisa: a AER Santo Ângelo não cai de divisão”, destacou.

PARA O TREINADOR, TAMBÉM, COMUNIDADE PRECISA AJUDAR
O treinador Elton Petry reconheceu a necessidade de reforços e da melhoria do rendimento do time, mas chamou a atenção para a realidade financeira do clube. Ele também cobrou apoio maior da população. “Eu ouço muitas críticas aí fora; não ao meu trabalho, não ao trabalho da equipe, mas ao trabalho da direção. Mas onde é que estão as pessoas para ajudar? Criticar é fácil; botar a cara a tapa é difícil”, disse.

Para ele, o trabalho da direção está sendo bem feito, pela preocupação em não onerar o clube. “Jogador custa dinheiro, futebol custa caro. Se nós não tivermos o apoio da comunidade, nós não iremos a parte nenhuma. Precisamos contratar, mas a direção não tem dinheiro. Então, precisamos da comunidade, da sociedade, porque ninguém faz milagre. Se nós queremos chegar a algum lugar, a comunidade tem que dar respaldo. O torcedor exige e está certo; agora, se não ajuda, não pode cobrar”, finalizou.

Ontem à tarde, a direção anunciou a contratação do meia Diniz, ex-Linense, de São Paulo, e do atacante Cléberson Luís, que estava no Treze de Campina Grande, da Paraíba.