Carne pode continuar a subir até início de fevereiro

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A carne bovina ao consumidor já acumula alta de 13,39% nos 12 meses até novembro, segundo dados da FGV. Foto: reprodução

menos, o início de fevereiro de 2020. A projeção é do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

Em meio ao aumento das exportações para a China por causa do impacto da peste suína africana (PSA) naquele país, a inflação das carnes foi destaque na aceleração, tanto no atacado quanto no varejo. “As carnes poderão continuar subindo até lá pelo fim de janeiro, ou início de fevereiro, quando devem apresentar alguma desaceleração. Essas deficiências de mercado não se mantêm por muito tempo”, afirmou André Braz, coordenador Ibre/FGV, em uma referência aos fatores que têm impulsionado a demanda da China pelas carnes brasileiras.

Somado ao quadro favorável para as exportações à China, o aumento sazonal da demanda, marcado pelas festas de fim de ano, formaram a tempestade perfeita sobre os preços das carnes. Braz identifica no fim desse crescimento sazonal da demanda, no início de 2020, o ponto de virada para a desaceleração da inflação das carnes – o que significa a manutenção dos preços no novo nível mais elevado.

Segundo Braz, a desaceleração da inflação das carnes será rapidamente sentida pelos consumidores, porque a transmissão entre atacado e varejo é quase imediata – muito consumidas, as carnes costumam ter estoques pouco elevados, que giram rapidamente.

A carne bovina ao consumidor já acumula alta de 13,39% nos 12 meses até novembro. Na sequência, carne suína avança 12,87% em 12 meses, enquanto a alta acumulada no frango inteiro é de 6,37%.

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