Casos suspeitos estão ligados a mudança no protocolo de atendimento do Ministério

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Cavalheiro comenta que as novas regras dizem respeito ao atendimento dos pacientes com sintomas da doença e ao encaminhamento de casos mais graves. Arquivo JM

O secretário municipal de Saúde, Luis Carlos Cavalheiro, anunciou nesta segunda-feira (23) que Santo Ângelo possui 30 casos suspeitos de Coronavírus. Entretanto, ele salienta que a situação se embasa nas mudanças promovidas pelo Ministério da Saúde nos protocolos adotados em razão da pandemia.

As novas regras, segundo Cavalheiro, dizem respeito ao atendimento dos pacientes com sintomas da doença e ao encaminhamento de casos mais graves e por isso, colocam Santo Ângelo com 30 suspeitas. “Não há motivo para pânico, não temos casos confirmados. Temos uma situação semelhante a que tínhamos na semana passada, mas com uma qualificação diferente”, frisa.

Dos 30 casos suspeitos de Santo Ângelo, dez são de profissionais de saúde. “Antes, era considerado caso suspeito quem apresentava sintoma do Coronavírus. Agora, qualquer síndrome gripal já é considerada suspeita. Todos estão em isolamento social, assim como seus familiares, por 14 dias”, exemplifica o secretário.

Cavalheiro alerta ainda que algumas pessoas estão buscando tumultuar a situação e que não é o momento de agir desta forma, mas sim de colaborar no enfrentamento da pandemia. Segundo ele, os números serão divulgados diariamente para acompanhamento da comunidade.

ALTERAÇÃO DOS PROTOCOLOS
De acordo com as mudanças dos protocolos, pessoas com sintomas respiratórios devem comunicar a situação assim que chegarem aos postos.

Quem estiver nessa condição terá um tratamento específico, com prioridade para idosos acima de 60 anos, pessoas com doenças crônicas, gestante e mulheres dentro do prazo de até 45 dias após o parto. E esses casos são tratados agora como suspeitos, o que não ocorria até sexta-feira (20).

TRIAGEM MAIS RÁPIDA
Parte do protocolo envolve um sistema de triagem mais rápido, no qual o paciente com sintomas é levado para um local específico e profissionais levantam as informações, mantendo distanciamento adequado. A orientação do ministério é que esses espaços sejam ventilados, de modo a evitar os riscos de contágio. Por isso a montagem de barracas, com auxílio do Exército, na UPA, no Hospital Santo Ângelo (HSA) e no Hospital Unimed Missões.

Os casos com sintomas leves de gripe, sem dificuldades respiratórias ou doenças preexistentes, serão atendidos no próprio posto de saúde. Em cidades com transmissão comunitária, a síndrome gripal será tratada como infecção pelo novo coronavírus e o paciente será encaminhado ao isolamento domiciliar do paciente e dos familiares por 14 dias.

Já os casos mais graves serão encaminhados para hospitais. Isso envolve pessoas com dificuldade de respirar e com doenças cardíacas, respiratórias crônicas, renais ou cromossômicas.

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