‘Ciclismo é meu remédio’

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“Busco força no ciclismo para superar as dificuldades do dia a dia”, Lourenço dos Santos. Foto: Cátia Martins

Resiliência é a capacidade de quem se adapta às intempéries, às alterações ou aos infortúnios. A frase acima representa isso. Foi dita por Lourenço Vanderlei da Cruz dos Santos, 50 anos, ciclista são-luizense integrante da equipe ACM Raptors (que conta com atletas de Santo Ângelo, Santa Rosa e de outras cidades do estado) durante entrevista ao JM.

Lourenço teve a mão direita amputada depois de um acidente de trabalho em 2013. Na época, andava de bicicleta, mas não competia. “Até achei que teria de parar de andar de bike”, lembra ele. “Mas não, adaptei a bicicleta e aí comecei a competir. Fui participando de provas e fui ficando forte e vendo os resultados. Tanto é que já saí campeão gaúcho e campeão noroeste”, acrescenta.

Ele passou por um momento de dificuldade (que somado a outros de sua vida particular) levaram a um quadro de depressão. “Já tinha uma pré-depressão e aí evolui mais depois que sofri o acidente. Hoje busco no ciclismo uma forma de evitar de tomar remédio. É uma válvula de escape”, diz.

“O ciclismo é uma forma de fazer amigos,conhecer lugares incríveis e de desestressar”, Lucas Fernandes. Foto: arquivo pessoal

Lucas Fernandes, teve câncer no joelho esquerdo com 12 anos, doença causou a amputação total da perna. Depois de um ano de idas e vindas do hospital (o são-borjense, hoje vivendo no Alegrete) tentou retomar atividades de antes do tumor, como a prática de esportes. Investiu no futebol, andar de skate e correr. Em nenhum teve resultado efetivo, até chegar ao ciclismo.

“Há uns 7 anos comecei realmente pedalar. A bike foi melhorado e eu comecei a participar das provas de Audax que um amigo me apresentou. Fomos fazer nosso primeiro Audax 200 km em Cruz Alta, foi lá que comecei a conhecer a turma da ACM, e depois daí peguei o gosto por pedalar longas distâncias”, conta.

Hoje Lucas também integra a equipe da ACM Raptors.

“O ciclismo pra mim é além de um baita esporte ,uma forma de fazer amigos,conhecer lugares incríveis,e uma forma de desestressar”, afirma.

Rodrigo Schu Ferreira, 35 anos, é Paraciclista H3, também da ACM Raptors. Começou no ciclismo melhorar performance no Basquete em cadeira de rodas, “mas acabei me encantando pelo esporte e segui carreira”, recorda.

Rodrigo Shu inciou correndo nas categorias regulares, para somente mais tarde, competir em sua própria. Foto: Arquivo pessoal

Ainda em 2016, quando se tornou atleta profissional, não haviam competições de paraciclismo no estado, “então comecei a participar de desafios Audax em meio a ciclistas convencionais”, explica.

Ele lembra que durante a Copa União de Ciclismo – evento estadual amador-, foi visto por um organizador de prova, que resolveu incluir uma categoria em Campeonato anual de 2017, “durante esse ano participei de todas as provas e ganhou visibilidade para nosso esporte, ainda no meio do ano já éramos quatro paraciclistas competindo nesse evento.”

Shu lembra que a Federação Gaúcha de Ciclismo entrou em contato com ele para que fosse organizado um evento estadual de paraciclismo chancelado pela Confederação Brasileira de Ciclismo, “nasceu então a Copa Sul de Paraciclismo, realizado em novembro de 2017, que por seu tamanho sucesso deu origem a categoria”.

Rodrigo, Lucas e Lourenço, desde que passaram a se dedicar ao ciclismo, acumulam bons resultados, medalhas, troféus e reconhecimento no esporte.

 

 

 

 

 

 

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