De torcedor, a goleiro e preparador de goleiros, conheça Dailon Wachekowski

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Dailon permaneceu na Asaf po oito anos. Último título conquistado foi o Tetra da Sub-17, em 2019. Foto e texto: Daniele Angnes/JM

Dailon confirmou a saída da Asaf, clube que está há oito anos (como torcedor, jogador e preparador de goleiros), para seguir novos caminhos na AGE, de Guaporé, clube da Serra, que disputa Liga 2

Depois de oito anos na associação Santo Ângelo de Futsal (Asaf), o preparador de goleiros Dailon Wachekowski deixará o clube para seguir novos caminhos. Em fevereiro, Dailon assume ao posto (mesmo que ocupava em Santo Ângelo) na Agremiação Guaporense de Esportes (AGE), de Guaporé.

Trabalhos no clube da Serra Gaúcha iniciam no dia 3, quando grupo retorna com as preparações para a Liga Gaúcha 2 (torneio equivalente a Série Prata do estadual de Futsal).

O diálogo com a AGE vinha ocorrendo há cerca de dois anos, mas de modo informal – uma vez que Dailon ainda não era formado. Em 2019, com a conclusão do curso de Educação Física, a negociação se efetivou. “Lá eles trabalham desde o Sub-7 até o adulto. Inclusive, pensam em implementar um Projeto Social para crianças, nas escolas”, afirma.

Ainda, segundo Dailon, as expectativas são as melhores. “Claro que fico meio nervoso, querendo ou não nunca saí de Santo Ângelo, é longe da família, da namorada e tudo mais, mas quero mostrar meu trabalho. Mesmo tendo sido campeão tantas vezes aqui, Santo Ângelo é muito distante de tudo e agente não tem toda essa visibilidade que poderia ter. O pessoal do centro do País e Estado acaba não nos conhecendo”, lamenta. “É uma pena, porque fomos campeões várias vezes e acho que o reconhecimento deveria ser maior”, afirma.

Na Asaf, Dailon trabalhou com todas as categorias. “Posso dizer que o que mais me marcou na Asaf foi o Projeto Social, que nós temos desde 2016. Desde que começou, até o fim do ano passado, fui o único professor de todos os alunos que já passaram no projeto”, afirma.

História na Asaf
O vínculo de Dailon com a Asaf iniciou bem antes de ele fazer parte do clube em si. Ainda em 2003, um ano depois de ela ser fundada (em 2002), ele acompanhava os jogos, que eram realizados ainda no Ginásio da URI. Em 2004 ele lembra da conquista da Série Prata no profissional adulto. “Tinha 12 anos e estava na torcida no jogo contra URI de Santiago”, conta. O tempo passou e em 2011, ele que assumia a função de goleiro nas competições locais, recebeu um convite para “treinar junto com a Asaf, porque eles disputariam a Taça Noroeste, em Santa Rosa”, recorda.

“Eu fui lá, tava meio nervoso por estar junto dos caras que eu assitia antigamente”. O primeiro treino não foi muito satisfatório. Fez nenhuma defesa que valesse a continuidade no grupo. Mas a proatividade valeu. “Pedi pro professor Raul Sawitzki: ‘posso vir no outro treino?’. Ele olhou, acho que estavam meio pouco os goleiros, ele disse: ‘pode vir’. Nesse pode vir, fui ficando”.

Em 2012 fez parte dos três goleiros da equipe principal. “Fomos campeão da Série Prata. Tive a oportunidade de estar junto.”

Em 2013 outros rumos já se desenhavam. Foi nesse ano que conheceu a profissão de Preparador de Goleiros. Antes, porém, fez sua estreia pela Asaf (em quadra). “Jogamos aqui em Santo Ângelo contra Sananduva, pela Série Ouro. Ganhamos de 3 a 2 aquele jogo”, lembra. 2013 foi o último ano da Asaf no adulto.

No fim daquele ano, Fabinho convidou Dailon a treinar os goleiros das categorias de base. De 2014 a 2019 permaneceu no posto pela Asaf. “Daí em 2014 a gente foi campeão da Sub-17, em 2015 foi vice na Sub-15, 2016 fomos campeão da Sub-15, 2017/2018 e 2019 fomos campões pela Sub-17. Então, posso dizer que sou muito feliz nessa profissão porque todo anos estamos chegando e ganhando.”

 

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