Entre públicas e particulares, maioria segue com atividades remotas

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Em Santo Ângelo, Colégio Marista e Criança e Cia retonaram com atividades presencias. Porém, com protocolos sanitários que devem ser seguidos. Foto ilustrativa

A poucos dias de encerrar o ano letivo de 2020, o retorno das aulas presenciais nas ecolas do estado tem sido o centro dos debates. Tanto públicas, quanto privadas, seguem se adaptando para manter o atendimento a todos os estudantes e com uso de todas as medidas de segurança, tentam retornar às atividades presenciais.

No Colégio Marista Santo Ângelo, o retorno das aulas presenciais, para o Ensino Médio e a Educação Infantil, ocorreu no início desta semana. Já para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental, a proposta é que voltem no dia 28, e os Anos Finais, somente no dia 12 de novembro.
De acordo com a instituição de ensino, este retorno ocorre depois de diálogos com a comunidade escolar, estudo dos decretos, investimentos em Equipamentos de Proteção Individual, treinamento dos profissionais e seguindo todos os cuidados necessários. Além disso, ainda, pais, estudantes e educadores receberam um conjunto de protocolos de segurança.
Segundo o Diretor Pedro Ost, “a volta às aulas presenciais exige atenção constante de todos, onde cada um deve cuidar de si para melhor cuidar dos outros”.

Planejamento

Na Escola da URI, que atende alunos a partir do 6º ano do Fundamental até o Médio, as aulas seguirão de forma remota até o término do calendário – que ocorre no início de novembro para o Médio e no dia 27 do próximo mês para o Fundamental.

De acordo com o diretor do educandário, Cristiano Weber, desde a suspensão, as aulas são remotas e têm seguido o planejamento estipulado pela instituição. “Para nós, não é viável esse retorno agora”, ponderou.

Ainda segundo o gestor, em pesquisa feita com os pais de alunos, o indicativo foi de negativa ao retorno presencial. Mesma pesquisa foi realizada com os pais de alunos do Colégio Sepé. Conforme o diretor José Lauri Bueno de Jesus, 75% demonstraram-se desfavoráveis ao retorno.

O Sepé ainda planeja a retomada das atividades presenciais, porém, depende de orientação da mantenedora. Uma das tentativas, neste momento, é dialogar com a comunidade escolar a fim de propor uma forma de atender os alunos com deficiência de forma presencial.

Diretora do Colégio Verzeri, Maria do Carmo, diz que em outubro não haverá retorno, “mas estudamos a possibilidade para novembro”, diz ela. Assim como Colégio Sepé, Verzeri também depende de decisão da mantenedora.

Na Escola Criança e Cia o retorno das aulas aconteceu na terça-feira (22). Para receber os alunos, a professora e coordenadora pedagógica Sabrina Koren afirma que ao longo de todo período de aulas remotas, houve diálogo com os alunos sobre os cuidados que a volta para a escola iria exigir.

Já na Escola Concórdia, o retorno foi apenas na Educação Infantil, para as famílias que não tinham com quem deixar os filhos.

Escolas públicas 

No município, a secretária Eliane Fátima Carpes Steigelmeier, já adiantou que não há possibilidade de retorno em 2020.

Já nas escolas estaduais, o governo do Estado ainda projeta a volta dos Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental para o dia 28 e o dos Anos Iniciais no dia 12 de novembro.

Nas escolas da abrangência da 14ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), no entanto, esse planejamento foi suspenso devido aos decretos municipais que definem a suspensão das aulas até o final do ano letivo.

“Estamos recebendo os materiais e EPIs para ter condições plenas de atendimento presencial, porém não vamos contrariar a decisão dos prefeitos, que tem esta prerrogativa de decidir sobre o território”, explicou a titular da 14ª CRE, Rosa Maria de Souza.

 

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