Escolas públicas e privadas adotam plataformas on-line para levar conteúdo a estudantes em Santo Ângelo

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Professora Eliana Bagatini em uma aula on-line com os alunos da turma Pré II. Foto: Reprodução

A suspensão das aulas para conter o avanço do novo coronavírus levou escolas e professores a se adaptarem e encontrarem formas de manter a aprendizagem dos alunos em tempos de pandemia

Em Santo Ângelo, escolas públicas e privadas implementaram aulas on-line e videoaulas gravadas para continuar levando conhecimento aos alunos – um avanço que deverá permanecer e complementar a aprendizagem após o fim do isolamento social.

Em meio ao avanço da pandemia, o governo federal determinou que as instituições de ensino estão isentas de cumprirem o mínimo de 200 dias letivos, mas manteve a carga horária necessária para completar o ano de estudo, ou seja, 800 horas aulas.

REDE PRIVADA DE ENSINO
A diretora do Colégio Tereza Verzeri, professora Maria do Carmo Uggeri, destaca que desde o princípio da pandemia uma das formas de atender esta previsão foi adotar a educação a distância, pela internet. “Todos os alunos, desde a educação infantil até os anos finais e ensino médio, estão tendo aulas on-line. Tudo isso, para não perder os hábitos dos estudos e a relação com a escola”, observa.

As crianças da creche 1, 2 e 3 (que tem entre 1 e 3 anos de idade), estão recebendo videoaulas gravadas. “Neste período os nossos professores estão trabalhando como nunca, em Home office”, frisa a diretora Maria do Carmo.

Na Faculdade Cnec Santo Ângelo e Colégio Sepé Tiaraju, os alunos estão tendo aulas ao vivo pela internet e gravadas. “Tanto a faculdade como o colégio disponibilizaram uma plataforma no Portal com conteúdo educativo para os alunos continuarem os estudos”, comenta a assistente financeira das duas instituições, Tatiane Paula da Silva.
Na rede privada, as mensalidades seguem sendo cobradas normalmente e a maioria está em dia com os pagamentos.

REDE PÚBLICA DE ENSINO
Logo após a publicação do Decreto Estadual nº 55.118, de 16 de março de 2020, a 14ª Coordenadoria Regional de Educação (14ª CRE), de Santo Ângelo, implementou novos procedimentos na metodologia de trabalho nas escolas da rede estadual de ensino.

ESCOLAS ESTADUAIS
Segundo a coordenadora regional de Educação, Rosa Maria de Souza, os estudantes começaram a receber aulas programadas através de webconferências, mensagens por watsapp, e-mails, entre outros. “Foram inúmeras as formas de chegar até os estudantes e suas famílias, desde o contato direto na escola ou nas residências, preservadas as devidas precauções, a utilização do transporte escolar e, principalmente, o uso da tecnologia, levando milhares de alunos a participar de um processo totalmente diferenciado da sala de aula, mas que está possibilitando uma aprendizagem significativa e interessante”, observa Rosa.

Os conteúdos educativos estão chegando aos alunos através de livro didático, cadernos, atividades em cópias xerográficas (com cronograma de entrega na escola, com as devidas precauções, bem como através de visitas nas residências, realizada pelos próprios professores), mensagens eletrônicas (Messenger, WathsApp, SMS,), redes sociais, blogs ou sites da escola, plataformas digitais e contato telefônico.

O controle está sendo feito através do planejamento dos professores e de planilhas específicas, bem como através do “Diário Online”, com registro de frequência e a identificação dos objetos do conhecimento que foram trabalhados.

ESCOLAS MUNICIPAIS
Nas escolas municipais de Santo Ângelo, os alunos estão recebendo aulas impressas e também pelo aplicativo WathsApp. Conforme a secretária municipal de Educação, Eliane Carpes, “a realidade de nossos alunos é que nem todos possuem acesso a computador e internet, o que dificulta o envio de atividades pelos professores para os mesmos”, diz.

Eliane enfatiza que conforme pronunciamento do governador Eduardo Leite ainda não há definição sobre a data de retorno das aulas presenciais, mas que a previsão é que elas seguem suspensas até o final de maio.

“No retorno, será feito um novo calendário para o ano letivo de 2020, onde constará os métodos/formas para ser feita esta recuperação, sabendo-se que não precisa-se cumprir os 200 dias letivos, mas temos que dar as 800 horas aula e posteriormente será encaminhamento para o Conselho Municipal de Educação para a sua aprovação”, fala.

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