Julgamento de Pedro Alberto Zimmermann é suspenso por 120 dias

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Corpo de Maria Eduarda foi encontrado um dia depois do crime. Foto: Jânio Fernandes/Especial

Ele é acusado pelo homicídio, estupro e ocultação de cadáver de Maria Eduarda da Silva Zambon, de 15 anos, morta no ano passado, em Catuípe.

O pedido de suspensão partiu da defesa do acusado e foi acolhido pela juíza de Direto Rosmeri Oesterrich Krüger, da comarca de Catuípe. A decisão considera a idade do advogado de Zimmermann, que tem 68 anos, portanto faz parte do grupo de risco para contágio de Covid-19.

O julgamento estava marcado para a quarta-feira (18), agora, com o acolhimento do pedido, foi cancelada e nova data só será marcada após passado o período de 120 dias.

O réu, de 54 anos, que está preso preventivamente desde maio de 2019, concordou co a medida, assim como o Ministério Público.

Crime

Maria Eduarda foi morta em 29 de março do ano passado. Ela residia no interior de Catuípe e, no dia do crime, aguardava pelo transporte escolar — oferecido pela prefeitura — em frente à residência da família.

Segundo a acusação, naquele dia, o motorista apareceu no local usando o seu carro particular. Depois disso, a vítima desapareceu no trajeto para a escola.

O corpo foi encontrado um dia depois em um matagal com sinais de estrangulamento e de violência sexual. A suspeita é de que o acusado teria dito que o ônibus usado para o transporte teria estragado. Família e professores ficaram preocupados porque a garota não chegou ao colégio onde estudava.

Versões contraditórias

Zimmermann negou o crime, mas a polícia informou que ele apresentou versões contraditórias. O réu, na ocasião, foi localizado com o pescoço cortado e a investigação apontou que ele tentou tirar a própria vida.

O suspeito foi preso logo após o fato e depois foi encaminhado para a Penitenciária Modulada de Ijuí.

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