‘Não é possível afirmar que os casos de violência doméstica aumentaram’, diz delegada

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Delegada de polícia Elaine Maria da Silva, titular da Deam de Santo Ângelo

O número de ocorrências entre as pessoas em casa, como briga entre marido e mulher, pode estar aumentado durante o isolamento social.

A sociedade mundial vive um momento na história recente onde ninguém estava preparado para ter de interromper o ritmo normal do nosso cotidiano para combater um inimigo microscópico, o covid-19, que tem feito as pessoas ficarem em casa para conter o aumento da curva de contágio e proteger principalmente nossos idosos.

No entanto, também não havia previsão das consequências do isolamento forçado e da quarentena no comportamento do ser humano e nas relações domésticas e familiares.

Dados apontam para o aumento de casos de Violência Doméstica. Em algumas cidades, embora os dados ainda não são confirmados, há registro de um aumento de 50% de casos de violência doméstica, durante o confinamento.

A titular da Delegacia Especializada no Atendimento a Mulher (Deam) de Santo Ângelo, delegada de polícia Elaine Maria da Silva, afirma que embora o aumento de casos de violência doméstica pela maior convivência resultante do isolamento social, seja uma uma tendência mundial conforme previsão da Organização das Nações Unidas (ONU), “ainda não é possível medir em números esses reflexos porque os dados estatísticos de março somente serão analisados no final do mês”, diz.

Conforme a delegada, “vale lembrar que, à nível estadual, os números oficiais são aqueles divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) e dados do Observatório da Violência Contra a Mulher “e que somente poderemos afirmar que aumentou a notificação quando essas estatísticas forem liberadas, o que deve ocorrer em meados do mês de abril”, finaliza.

 

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