‘O esporte mudou minha vida’

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Em Bento Gonçalves participou da Meia Maratona do Vinho. Correu representando a Ral Runner e a Ucosa. Fotos: Arquivo pessoal

Quem vê Edison dos Santos, 47 anos, mal lembra como era há quatro anos. Hoje o padeiro e confeiteiro também é atleta, praticante de corrida de rua, já participou de meia maratona, de maratona de super maratona e se prepara para a Serra do Rio do Rastro.

Mas em 2015 ele não era tão disposto assim. Era sedentário, praticava nenhum esporte e pior, estava acima do peso (tinha 136 kg). “Para ir no vizinho, ia de carro”, recorda ele. De tanto o filho Ederson insistir, certo dia decidiu ir para a academia, começar a caminhar na esteira. Foi ai que veio o primeiro susto.

Na foto da esquerda, Edison antes (com 136 kg). Na da direita, hoje.

“Sempre pensei que pesava uns 100kg, mas quando subi na balança e vi o ponteiro subir, e subir, me assustei. Vi que precisava mudar”, conta.

Começou a se exercitar, a fazer musculação, a caminhar e, quando esta não foi mais suficiente, começou a correr (na esteira). Aí o filho interveio de novo. Convidou o pai para treinar na rua. Foram lá no Sesi – local onde outros atletas profissionais treinam.

O incentivo foi maior ainda. Isso porque, em vez de ficar só na corrida como lazer, foi convidado a competir. Em 2016 participou da primeira rústica, a Conexão Saúde. Completou 5km em 40 minutos – tempo razoavelmente ‘ok’ para iniciante. Um ano depois fez 5km na rústica de Cerro Largo, completou em 26 minutos. No mesmo ano (2017), os amigos chamaram para fazer uma meia maratona. “Minha primeira foi em Uruguaiana”, lembra. Hoje ele já contabiliza oito provas de meia maratona na carreira de atleta.

Em 2019 completou a primeira maratona, em Porto Alegre, e neste ano, fez os 50km de Rio Grande. “Agora treino para a Serra do Rio do Rastro e para minha segunda maratona de Porto Alegre”, projeta.

Rosani,
Edison, Ederson, Mirielen, Samanta e Emanuel em Ijuí depois de uma corrida

Em quatro anos Edison mudou não somente sua vida, mas a da família. Todos treinam: as filhas Samanta e Mirielen, a esposa Rosani e os filhos Ederson e Emanuel (que prefere bike). “O esporte mudou minha vida”, diz ele. “Da corrida de rua levo saúde e amizade. Sei que não sou um competidor de ponta, mas todas provas que participei, passei da linha de chegada. Vejo isso como uma grande vitória.”

 

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